Economia

Líderes europeus "convidam" Portugal a disponibilizar-se para mais austeridade

Líderes europeus "convidam" Portugal a disponibilizar-se para mais austeridade

A declaração final da cimeira de líderes da zona euro elogia o trabalho que Portugal está a fazer no programa de ajustamento económico e "convida" Lisboa a manter os esforços e a estar preparada para adoptar novas medidas, se necessário.

A declaração elogia o esforço de Portugal e da Irlanda no cumprimento dos programas de ajustamento ao abrigo da ajuda externa, e "convida os dois países a manter os seus esforços, a manterem-se comprometidos com as metas acordadas e estarem dispostos a tomar quaisquer medidas adicionais necessárias para atingir essas metas".

A declaração diz ainda que "Portugal está a fazer progressos positivos no seu programa e está determinado em continuar a levar a cabo medidas que suportem a sustentabilidade orçamental e melhorar a competitividade".

PUB

Os líderes europeus e da zona euro chegaram a acordo, esta madrugada, sobre um novo plano para reduzir a dívida grega e atribuir a Atenas um novo plano de resgate, entre outras medidas.

O novo plano prevê que a banca aceite perdas de 50% nos investimentos na dívida soberana grega, medida que os negociadores da banca, o Instituto Financeiro Internacional (IFI), que representa as instituições, vai ter agora de fazer cumprir pelos bancos individuais.

O presidente do Conselho Europeu, Van Rompuy, anunciou também, em conferência de imprensa, que a zona euro e o Fundo Monetário Internacional - que têm vindo a auxiliar o país desde maio de 2010 - vão atribuir a Atenas mais 100 mil milhões de euros, um pouco abaixo dos 110 mil milhões que os 17 Estados da zona euro tinham acordado na cimeira de Julho.

A declaração, a que os líderes da zona euro chegaram após uma maratona negocial que terminou cerca das 4 horas de Bruxelas (3 horas em Lisboa), anuncia também o acordo quanto ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEF), o fundo de resgate da moeda única.

O FEEF passa a poder fornecer uma protecção de eventuais perdas aos investidores que comprem nova dívida soberana que os 17 países da zona euro emitam.

"A compra deste seguro contra risco será oferecida aos investidores privados como opção, quando comprarem dívida no mercado primário", diz a declaração.

A outra opção para alavancar o poder de intervenção do fundo passa por "maximizar o sistema de financiamento do FEEF com uma combinação de recursos de instituições financeiras públicas e privadas, que podem ser conseguidas através de veículos de titularização".

"Isto aumentará a quantidade de recursos disponíveis para prolongar empréstimos, para recapitalizar os bancos e para comprar obrigações nos mercados primário e secundário", acrescenta a declaração.

O documento permite também ao FEEF utilizar as duas opções em simultâneo, dependendo das circunstâncias do mercado ou do objectivo a atingir.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG