Economia

Líderes europeus e mundiais satisfeitos com acordo alcançado em Bruxelas

Líderes europeus e mundiais satisfeitos com acordo alcançado em Bruxelas

Alemanha, Banco Central Europeu e FMI mostraram a satisfação como acordo alcançado, esta madrugada, na cimeira de líderes europeus, em Bruxelas. O perdão de 50% da dívida grega e a recapitalização dos bancos animam os europeus e as bolsas mundiais.

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerou que o conjunto de decisões acordadas, esta madrugada, em Bruxelas, pelos líderes europeus possibilita "pela primeira vez" encontrar "uma verdadeira solução para a Grécia".

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, congratulou-se com as "decisões extremamente importantes" tomadas pelos líderes da Zona Euro em resposta à crise da dívida em vários países da Europa.

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"Tomamos decisões muito importantes em várias áreas e agora pedem um grande trabalho e um trabalho rápido", disse o mesmo responsável que vai abandonar o cargo no início de Novembro.

Na mesma linha, a chanceler alemã, Angela Merkel afirmou-se "muito satisfeita" com as decisões da cimeira da zona euro que decidiu esta madrugada uma reestruturação de 50% da dívida grega, após prolongadas negociações com os bancos.

Com o corte de 50 por cento, a dívida grega poderá ser reduzida a 120% do produto Interno Bruto até 2020, e nesta base haverá um novo programa para a Grécia no valor de 100 mil milhões de euros", disse a chefe do governo alemão em Bruxelas.

"Fizemos a nossa oferta aos bancos sem receios, e era claro que dávamos preferência a um corte da dívida, e que esta era a nossa última oferta", disse Merkel.

"Os europeus corresponderam às expectativas e tomaram as decisões corretas", acrescentou a chanceler alemã, em conferência de imprensa no final dos trabalhos.

A directora geral do FMI, Christine Lagarde, saudou os "progressos substanciais" da Cimeira Europeia em Bruxelas e felicitou os líderes dos países da Zona Euro pelo "programa que vai responder à crise na região".

Em comunicado, Lagarde afirma que "tenciona recomendar ao conselho de administração do FMI o pagamento da próxima tranche à Grécia" e sublinhou que as reformas económicas adoptadas pela Grécia foram "preponderantes".

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