Economia

Ligação de comboio à Galiza poderá manter-se e chegar a Tui

Ligação de comboio à Galiza poderá manter-se e chegar a Tui

A administração da CP admitiu, esta quinta-feira, a possibilidade de, no âmbito da supressão da ligação internacional à Galiza, a conclusão do serviço diário acontecer em Tui, e não em Valença, para permitir outras ligações em território espanhol.

A possibilidade foi anunciada esta tarde pelos deputados do PSD eleitos por Viana do Castelo, depois de reunirem com a administração da empresa pública.

"A administração informou-nos de que admite que a ligação acabe em Tui, do outro lado da fronteira, e não em Valença, como estava previsto. Seria uma hipótese de, do lado espanhol, se arranjarem ligações alternativas", adiantou o deputado social-democrata Eduardo Teixeira à agência Lusa.

No entanto, acrescentou, seria uma solução alternativa, segundo os deputados do PSD, tendo em conta que a administração "não levou em conta" a importância transfronteiriça da ligação entre Porto e Vigo, com paragem em Viana do Castelo e Valença.

"De resto, foi com estranheza que se constatou esta notícia, porque o Governo não foi informado da decisão da administração, como hoje nos confirmaram. Era uma decisão que já vinha de trás", explicou Eduardo Teixeira.

Este assunto vai agora ser tratado no grupo parlamentar do PSD mas, desde já, os deputados eleitos por Viana do Castelo não encaram a decisão como irreversível.

"O que se passa é que a administração pretende eliminar dos seus custos uma verba de mais de 200 mil euros por ano. Mas tomou uma decisão sem sequer informar os autarcas da região, a qual admitimos que ainda seja possível reverter, porque não passou por este governo", apontou ainda o social-democrata.

A CP justificou a decisão de suprimir a ligação até Vigo por representar um prejuízo mensal de 19600 euros e afirmou que não deve continuar "a perder dinheiro num serviço operado em território espanhol".

A empresa transporta todos os anos cerca de 15500 passageiros no troço Valença/Vigo, que começa no Porto, duas vezes por dia, de segunda a domingo, mas que eleva o défice anual do serviço para cerca de 235 mil euros.

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