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Lucro da Navigator cai 53,6% no primeiro semestre de 2020 para 44 milhões de euros

Lucro da Navigator cai 53,6% no primeiro semestre de 2020 para 44 milhões de euros

O lucro da Navigator caiu 53,6% no primeiro semestre, face a igual período de 2019, para 44 milhões de euros, anunciou esta terça-feira a produtora de pasta e papel.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa adianta que o volume de negócios atingiu os 696 milhões de euros no semestre, menos 18,6%, e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) caiu 32,3% para 140,1 milhões de euros.

"Num semestre marcado pelas quedas expressivas, quer no consumo global de papel UWF em resultado da pandemia de covid-19, quer nos preços da pasta e do papel, a empresa evidencia uma notável geração de «cash flow» [fluxo de caixa] livre e uma posição financeira reforçada", refere a Navigator.

O grupo refere que o "cash flow" livre gerado no semestre em análise "foi de 114 milhões de euros, valor que compara com 101 milhões de euros no período homólogo de 2019".

Com uma maior diversificação do seu negócio, "nomeadamente com a entrada no «tissue», a manutenção da capacidade de secagem de pasta e uma forte atuação do lado dos custos, a Navigator mostrou estar mais protegida face a este enquadramento adverso. Ainda assim, a forte queda de procura de papel e dos preços de pasta e de papel em relação ao ano anterior refletiu-se directamente nos resultados do período", adianta.

No período em análise, as vendas de papel da The Navigator Company representaram cerca de 67% do volume de negócios (contra 72% no primeiro semestre de 2019), as de pasta 11% (9%), as vendas de "tissue" 10% (8%) e as de energia mantiveram-se nos 10%.

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"O semestre ficou marcado pela queda expressiva no consumo global de papel em resultado da pandemia", mas a Navigator "conseguiu mitigar parcialmente a quebra de vendas de UWF através de uma maior diversificação do seu negócio, com crescimento nas vendas de pasta e de «tissue»", salienta.

Maio "aparenta ter sido o pior mês em termos de queda na procura de UWF (-34% em termos anuais), com o mês de junho a apresentar já uma tendência de recuperação (-19% anuais)", aponta.

"A Navigator foi gerindo ao longo dos meses de abril, maio e junho a sua produção de papel UWF de forma a acompanhar a queda da procura e a controlar os seus níveis de stock", sendo que entre finais de março e de junho reduziu os seus stocks em quase 20%.

"Esta gestão de produção a par com a mobilização para captação de encomendas permitiu à Navigator terminar o semestre com uma carteira de encomendas de 30 dias, um nível que compara com uma carteira de 18 dias junto da média dos concorrentes europeus. De facto, a Navigator lançou um conjunto alargado de iniciativas inovadoras ao nível do apoio aos seus distribuidores e das suas forças de vendas, em diferentes geografias na Europa e no resto do mundo, que permitiram voltar a incrementar de forma relevante a carteira de encomendas, que se situa atualmente em cerca de 40 dias, o que representa o quarto nível mais elevado (para esta época) dos últimos 11 anos", lê-se no comunicado.

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