Estudo

Maioria dos trabalhadores temporários com baixa realização pessoal

Maioria dos trabalhadores temporários com baixa realização pessoal

A maioria (66,2%) dos trabalhadores temporários apresenta uma baixa realização pessoal, apesar dos reduzidos níveis de exaustão emocional e despersonalização, segundo um estudo do "Research on Economics Management and Information Technlogies" (REMIT).

"A avaliação dos níveis de 'burnout' dos trabalhadores temporários revelou uma baixa realização pessoal (65,2% dos inquiridos), apesar dos níveis de exaustão emocional (10,2%) e de despersonalização (5,2%) serem baixos", lê-se num comunicado sobre o estudo do REMIT da Universidade Portucalense.

O estudo "Saúde mental dos trabalhadores temporários durante a covid-19" revelou que um em cada quatro destes trabalhadores inquiridos apresenta níveis de "engagement" (estado mental positivo pelo trabalho realizado) elevados.

O "engagement" foi medido através de três dimensões, tendo os inquiridos apresentado "baixos níveis" (34,8%) de vigor (energia e resiliência mental), dedicação (32,6%) e de absorção (25,6%).

"Portugal ocupa a 6.ª posição na lista dos países da União Europeia (UE) com maior utilização de contratos de trabalho temporários em 2020, segundo dados do Eurostat divulgados em maio deste ano", apontou.

Para a realização deste estudo foi enviado um questionário online para empresas de trabalho temporário.

A amostra, recolhida em março, é constituída por 2050 trabalhadores temporários, com idades compreendidas entre 18 e 64 anos, sendo a margem de erro máximo de 2%, com um índice de confiança de 95%.

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Segundo dados da plataforma Pordata, em 2020, 699.900 portugueses tinham contratos de trabalho temporário, menos 16% do que em 2019.

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