Economia

Mais trabalho ou menos feriados e férias são alternativa à descida da TSU

Mais trabalho ou menos feriados e férias são alternativa à descida da TSU

O antigo ministro das Finanças Luís Campos e Cunha disse, esta sexta-feira que, em vez da descida da Taxa Social Única, o horário de trabalho devia aumentar ou haver uma redução no número de dias de férias e feriados de forma temporária.

Campos e Cunha, que falava sob o título "Economia portuguesa numa encruzilhada" no Palácio da Bolsa no Porto no âmbito do Fórum de Bolsa 2011 organizado pela NYSE Euronext, reiterou várias ideias que tem vindo a defender nas últimas semanas, em particular a rejeição de qualquer mexida na Taxa Social Única (TSU).

"Simplesmente aumentar o horário de trabalho meia hora por dia, ou reduzir o número de feriados ou reduzir temporariamente os dias de férias, tudo isso seria possível fazer, ao reduzir os custos do trabalho", declarou Campos e Cunha, dizendo-se confiante de que tal seria possível com o acordo dos sindicatos, se apresentado de forma temporária.

De acordo com o antigo ministro das Finanças, fazendo a salvaguarda de que é preciso avaliar os potenciais ganhos, esta seria "uma desvalorização fiscal muito mais interessante do ponto de vista orçamental e do ponto de vista do crescimento económico do que a desvalorização fiscal compensada pelo aumento do IVA".

"Pessoalmente, não tenho qualquer hesitação em dizer que não devemos fazer a desvalorização fiscal. Não devemos defender isso exactamente porque os efeitos são depressivos e aumentam o défice orçamental", referiu Campos e Cunha, classificando os argumentos a favor da descida da TSU -, falta de competitividade e aumento dos salários acima da produtividade -, como "falsos".

Para o actual professor universitário, está a tentar-se resolver "um problema que não existe e resolver um problema que não existe" é uma "maravilha das maravilhas para um político", visto que ao "inventar um problema e depois resolve-lo o sucesso está garantido".

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