Economia

"Mais um passo no sentido da consolidação orçamental" diz CDS-PP

"Mais um passo no sentido da consolidação orçamental" diz CDS-PP

O CDS-PP afirmou, esta quarta-feira, que os dados da execução orçamental são "mais um passo no sentido da consolidação orçamental", demonstrando, com a emissão de dívida pública, que o país está numa "trajetória" de recuperação de "confiança" e "credibilidade".

"O CDS vê com bons olhos esta execução orçamental, vai no sentido certo, ou seja, é mais um passo no sentido da consolidação orçamental, cumpre aquilo que é o saldo acordado pela "troika' e cumpre com muito à vontade. Estamos com 800 milhões de euros a menos do que aquilo que era o nosso saldo máximo, e, por outro lado, estamos melhores do que estávamos em 2013, estamos melhor em 500 milhões", disse a vice-presidente da bancada centrista Cecília Meireles.

O défice das administrações públicas foi de 825 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, de acordo com o Governo, o que significa que foi cumprido o limite trimestral para o défice orçamental definido no programa de resgate, divulgou, esta quarta-feira, o Ministério das Finanças.

Cecília Meireles cruzou a leitura dos dados da execução orçamental com a emissão de dívida a 10 anos, numa operação não sindicada, para afirmar que, "tanto num dado como noutro, Portugal está numa trajetória que é de recuperar confiança, que é de credibilidade, que está a ter um impacto positivo".

"Foi conseguida com duros sacrifícios dos portugueses, é verdade, mas está a ter um impacto positivo quer no reganhar da credibilidade, quer no voltarmos à normalidade, quer também no que tem sido o crescimento económico verificado nos últimos meses", declarou.

Entre janeiro e março de 2014, Portugal cumpriu o limite para o défice orçamental estabelecido no Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), de acordo com um comunicado do Ministério das Finanças, que cita números da síntese da execução orçamental de março, que será ainda hoje publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Até março, o défice provisório das administrações públicas atingiu os 825 milhões de euros, o que significa que ficou "845 milhões de euros abaixo do limite", um resultado que representa "uma melhoria de cerca de 525 milhões de euros face a igual período de 2013", segundo o comunicado da tutela.

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