Economia

Manifestações na Alemanha e em Itália contra planos de austeridade

Manifestações na Alemanha e em Itália contra planos de austeridade

Milhares de alemães e italianos manifestaram-se hoje, sábado, contra os planos de austeridade dos respectivos governos.

Na Alemanha, houve protestos em Berlim e em Estugarda e em Itália, Roma foi o centro do protesto dos funcionários públicos do país.

Em Estugarda, entre sete mil a dez mil manifestantes marcharam pela cidade, disse a porta-voz da polícia local, Siegrun Knoeller.

Em Berlim, não há estimativas oficiais sobre o número de manifestantes, mas os sindicatos dizem que cerca de 20 mil pessoas estiveram em protesto em cada uma das cidades contra os cortes anunciados pelo governo alemão no início da semana.

O governo de Angela Merkel anunciou na segunda-feira um plano para cortar o orçamento alemão em cerca de 80 mil milhões de euros até 2014.

Em Itália, dezenas de milhares de funcionários do sector público manifestaram-se hoje na capital contra o plano de austeridade do governo de Sílvio Berlusconi, respondendo ao apelo da confederação sindical mais importante no país, a CGIL.

Os organizadores anunciaram "cem mil" participantes, um número que a polícia garante ser de apenas "25 mil".

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Muitos dos manifestantes italianos usaram ao pescoço um lenço vermelho onde se lia "tudo nas nossas costas". O cortejo de protesto atravessou, durante várias horas, o centro histórico de Roma.

O plano de rigor é "injusto: são sempre os mesmos que têm de pagar", afirmou à imprensa, o secretário geral da confederação sindical, Guglielmo Epifani, acrescentando que o plano de austeridade "afecta apenas alguns e não estimula a economia, os investimentos e, sobretudo, o trabalho dos jovens".

A manifestação contesta o plano de austeridade de 24,9 mil milhões de euros em 2011 e 2012, decretada a 25 de maio pelo governo de Berlusconi para pôr as contas públicas do país em ordem.

O plano prevê o congelamento dos salários dos funcionários durante três anos, uma redução de dez por cento dos orçamentos dos ministérios e uma contribuição muito importante das colectividades locais para as economias, bem como o reforço da luta contra a evasão fiscal.

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