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"Manter o takeaway não vai salvar a restauração"

"Manter o takeaway não vai salvar a restauração"

Vários setores temem pela sobrevivência e alertam para urgência dos apoios. Comércio quer alargar horários.

Fechar comércio, serviços e restauração por mais um mês deixou os setores abrangidos intranquilos. "Precisamos de apoios robustos", sintetizou a presidente da associação da restauração AHRESP, Ana Jacinto, reclamando "a necessidade de pôr em prática o pacote de medidas anunciado pelo ministro da Economia a 10 de dezembro".

"Os outros apoios já eram urgentes. Agora, num cenário de fecho e a faturar zero, vamos ter de ter um novo quadro de apoio, à tesouraria, a fundo perdido, e à manutenção dos postos de trabalho. De outro modo não vamos conseguir pagar salários", alega, assinalando que "takeaway e delivery são modalidades residuais para a maioria dos casos".

Já o presidente da Confederação do Comércio e Serviços (CCP), João Vieira Lopes, espera ver o decreto-lei das restrições para a próxima fase do estado de emergência para esclarecer duas preocupações face ao que foi anunciado pelo primeiro-ministro. A CCP espera ver horários alargados para o comércio que poderá permanecer aberto, para evitar a pressão da afluência dos consumidores e, ao mesmo tempo, medidas para evitar que no comércio de bens alimentares e essenciais seja possível vender também outros bens cuja comercialização se encontra impedida, como vestuário e calçado. João Vieira Lopes entende que, de contrário, se estará perante uma situação de "concorrência desleal".

Para a CIP - Confederação Empresarial de Portugal, há "urgência de os fundos do plano de recuperação europeu serem canalizados para a economia real o mais rapidamente possível". Numa carta enviada ao primeiro-ministro e à presidente da Comissão Europeia, o presidente da CIP, António Saraiva, defende que "as empresas devem ser colocadas no centro da recuperação económica pela sua importância na manutenção do emprego.

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Vestuário desespera

"Os cancelamentos de encomendas regressaram em força". César Araújo, presidente da ANIVEC, a associação da indústria do vestuário e confeção, pede "apoios urgentes" aos setores exportadores.

Venda de casas

"É muito difícil vender casas sem os interessados as visitarem presencialmente", alerta Luís Lima, presidente da APEMIP.

Alívio na distribuição

"No retalho alimentar houve o bom senso de deixar cair o limite de horário aos fins de semana", reagiu Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

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