Previsões

Marcelo antevê "mau" cenário macroeconómico para 2023

Marcelo antevê "mau" cenário macroeconómico para 2023

O presidente da República instou o Governo a apresentar o quanto antes o cenário económico para 2023.

Marcelo Rebelo de Sousa entende que o Executivo tem de começar, desde já, a divulgar algumas previsões - como, por exemplo, se o crescimento, "em vez de ser 6% ou 7%", baixa ou não para "1% ou 2%" -, como forma de preparar os portugueses para um cenário que pode ser "mau" e de justificar por que motivo não se pode "ir mais longe" nos apoios para lidar com a inflação.

"O Governo talvez ganhasse em explicar aos portugueses qual é a visão que tem para o ano", afirmou o chefe de Estado, sábado, em Lisboa.

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Marcelo lembrou que a entrega do Orçamento do Estado para 2023 é já daqui a três semanas e que essa ocasião "é acompanhada do chamado cenário económico". Ainda assim, desafiou o Executivo a antecipar a divulgação das previsões macroeconómicas para o próximo ano, de modo a que o país saiba já com o que contar.

"Tem de dizer ao país: acho que o ano que vem vai ter um crescimento que, em vez de ser de 6% ou 7%, é para aí de 1% ou 2%; se a inflação continua alta ou não continua; se o emprego continua quase pleno empregou ou não", referiu o presidente.

Marcelo prosseguiu com as orientações: "O turismo continua ou não continua? O investimento continua ou não continua? O consumo continua alto ou quebra?". Para o presidente, essa explicação seria "muito importante para que os portugueses percebam" o Governo quando este diz que "não pode ir mais longe porque o que aí vem é mau".

O presidente tem vindo a chamar a atenção para a possível deterioração da situação económica no próximo ano. Ainda antes da apresentação do pacote de medidas de apoio às famílias, afirmou que seria necessário atuar "com urgência mas, também, com cuidado por causa do acompanhamento da evolução económica".

Na mesma ocasião, aludindo ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e aos fundos europeus, frisou que Portugal dispõe, hoje, de "um conjunto de condições que, para o ano, podem não voltar a ser repetidas".

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