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Mariscadores com GPS nas Berlengas

Mariscadores com GPS nas Berlengas

Projeto monitoriza as áreas, tempo e quantidade de apanha de percebes nas ilhas Reserva da Biosfera.

As tatuagens de Acácio Grandela, 49 anos, são as marcas pela apanha de percebes nas rochas das Berlengas, Peniche. Já partiu um braço, uma perna, a clavícula... O presidente da Associação de Mariscadores das Berlengas nunca viu a morte à frente, mas assegura que a apanha de percebes nas Berlengas "ia a caminho do abismo" se o projeto Co-Pesca 2 não tivesse sido implementado, em 2017.

Foi nessa altura que o MARE - Centro de Ciências do Mar do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), sediado no porto de pesca de Peniche, convenceu os 40 "vizinhos" apanhadores com licença a serem voluntariamente monitorizados. Para isso colocaram um GPS em cada uma das 13 embarcações que os levam às ilhas e deram-lhes um relógio (smartwatch). Desta forma ficam a saber onde e durante quanto tempo apanham os crustáceos. Para fechar este processo criaram no porto um "checkpoint" onde pesam o produto. Cada um pode apanhar no máximo 20 quilos por cada dia dos três autorizados (terça, quarta e quinta-feira), de abril a julho e de outubro a dezembro.

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