Economia

Meia hora não chega para compensar falta de corte na Taxa Social Única

Meia hora não chega para compensar falta de corte na Taxa Social Única

O líder da missão do Fundo Monetário Internacional para Portugal, Poul Thomsen, afirmou esta quarta-feira que a meia hora adicional de trabalho diária não chega para compensar o recuo no corte da Taxa Social Única para os empregadores.

De acordo com o responsável, que falava numa teleconferência com jornalistas a partir de Washington a propósito da segunda revisão do programa português, esta medida não chega, e o próprio Governo terá reconhecido esse facto ao admitir que era preciso fazer mais no que às reformas estruturais diz respeito.

"Não penso que os 30 minutos sejam suficientes para compensar a falta da desvalorização fiscal e penso que o Governo reconheceu isto ao dizer que precisa de fazer mais nas reformas estruturais, penso que claramente é preciso fazer mais", disse.

Poul Thomsen sublinhou que o corte na Taxa Social Única era uma medida central no programa português e que é mesmo uma das áreas de preocupação dos diretores do fundo.

"A segunda área de preocupação diz respeito à desvalorização fiscal. A desvalorização fiscal era uma medida chave do programa, e a decisão para deixar de lado a desvalorização fiscal deixa claramente um vazio na agenda de reformas estruturais. A boa notícia é que o Governo está completamente consciente disto, aceita isto, e decidiu redobrar o esforço nesta área, já iniciou o diálogo com os parceiros sociais, partidos, instituições académicas no que pode ser feito para reforçar as reformas estruturais", disse, reforçando que "o problema de Portugal é acima de tudo estrutural".

Poul Thomsen diz ainda que no seu entender, a medida está fora da agenda "pelo menos para já" e que isso quererá dizer que "é preciso encontrar medidas alternativas para a aumentar a produtividade e a competitividade".

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