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Menos comboios e mais confusão no segundo dia de greve de revisores

Menos comboios e mais confusão no segundo dia de greve de revisores

Poucos comboios, muita gente a tentar entrar, a todo o custo, nas composições que circulam e mais gente a optar pelo automóvel para chegar ao emprego. Este é o panorama na zona da Grande Lisboa, na manhã desta quinta-feira, segundo dia de greve dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP.

Logo que a porta voz da CP, Ana Portela, admitiu, às primeiras horas da manhã, que a situação era pior esta quinta-feira - admitiu a supressão de 89% dos comboios - ficou evidente que a confusão iria ser maior ainda que na véspera. O JN confirmou-o, na estação de Massamá, Linha de Sintra, onde, às 8.15 horas, muita gente confessava que estava ali há muito tempo, e já havia perdido várias hipóteses de viagem, por não conseguir entrar nos comboios, que chegavam superlotados.

À chegada da primeira composição, este cenário confirma-se. O comboio vem cheio, há gente que tenta entrar a todo o custo, empurrando quem já está dentro. Entre alguns protestos e "aconchegos" alguns lá conseguiram entrar, mas segue-se a nova "batalha": fechar as portas para seguir viagem, uma tarefa quase impossível.

Ouve-se repetidamente o sinal sonoro de aviso de fecho de portas, a cada tentativa do maquinista para fechar as portas, mas há sempre uma ou duas portas que teimam em não fechar, tal a acumulação de pessoas junton às saídas. E esta é uma das estações ainda longe dos pontos de chegada à capital, o que significa que, mais à frente, em grandes aglomerados urbanos como Queluz ou Amadora, a situação é ainda pior.

Entre quem espera -e desespera - mantém-se as críticas da véspera, com muita gente a criticar, sobretudo, a duração (três dias) do protesto. As pessoas queixam-se de chegarem atrasadas ao emprego, de viajarem sem condições minimamente aceitáveis, e de terem de se levantar muito mais cedo para tentarem apanhar um comboio.

"Eles querem a compensação pelo descanso, e nós ficamos sem poder descansar, apesar de pagarmos um passe muito caro", disse ao JN, Maria Gonçalves, residente em Massamá, que trabalha na zona da Praça de Espanha, em Lisboa.

No dia de hoje a greve já não surpreendeu os utentes, pelo que muitos optaram por viajar de carro. O resultado está à vista, com muito mais filas nos acesssos à capital.

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Na Linha de Cascais, Azambuja e Sado, a situação é idêntica. Segundo a porta voz da CP disse ao JN, registam-se diariamente cerca de 300 mil viagens nos comboios suburbanos de Lisboa. A greve termina amanhã.

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