Economia

Merkel admite diferenças com Hollande, mas fala em diálogo "equilibrado"

Merkel admite diferenças com Hollande, mas fala em diálogo "equilibrado"

A chanceler alemã, Angela Merkel, admitiu na quarta-feira que ela e o Presidente francês, François Hollande, defenderam posições diferentes na cimeira informal de líderes da União Europeia sobre os "eurobonds", mas falou de um diálogo "equilibrado".

"Cada um de nós falou dado que temos articulado diferentes opiniões sobre os 'eurobonds'", afirmou Merkel numa breve conferência de imprensa posterior à cimeira sobre as intervenções dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE).

A chanceler alemã disse que para a introdução das euro-obrigações se requer uma "coordenação económica muito mais forte e teríamos dificuldades significativas no que se refere às possibilidades de um acordo, se pensarmos no pacto fiscal", quando a oposição do Reino Unido impossibilitou incorporar as normas no Tratado da UE.

Duas das propostas da Comissão Europeia para introduzir eurobonds exigiam alterações ou emendas ao Tratado.

"Houve uma discussão desigual sobre o tema dos 'eurobonds', no entanto, foi muito equilibrado do ponto de vista das diferentes perspetivas", vincou Merkel.

A chanceler alemã realçou ainda que o encontro informal permitiu estabelecer "um calendário de trabalho" para a próxima cimeira, de junho.

Ao salientar que durante o encontro os líderes não consideraram a consolidação orçamental e o crescimento como duas questões opostas, mas duas faces de uma mesma moeda, a chanceler alemã indicou neste capítulo que foram identificadas "três áreas de ação".

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"As reformas estruturais ao nível nacional, nomeadamente no domínio dos mercados de trabalho e da consolidação orçamental, o fortalecimento do mercado comum por via de uma melhor mobilidade de emprego e, por fim, o reforço dos recursos financeiros a nível europeu para estimular os investimentos", elencou.

Relativamente ao último ponto, disse, "há a possibilidade de reforçar o capital do Banco Europeu de Investimento, de utilizar melhor os fundos estruturais (...) e discutimos também a possibilidade das obrigações de projetos" (os chamados "project-bonds"), isto é, obrigações direcionadas para projetos específicos.

A Alemanha acredita que este tipo de obrigações devem ser "implementadas principalmente nos Estados onde investimentos são urgentes como na Grécia, Portugal, Espanha, Itália", rematou.

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