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Ministra já sabia de "swaps" problemáticos através de rumores de mercado

Ministra já sabia de "swaps" problemáticos através de rumores de mercado

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou, esta terça-feira, que soube de contratos "swap" problemáticos através de "rumores de mercado" e disse que "ouvia de vez em quando conversas de colegas [do IGCP] sobre o tema".

A governante, que falava pela segunda vez perante os deputados da comissão de inquérito aos "swaps" celebrados por empresas públicas, disse que conhecia mesmo casos particulares de empresas públicas com "swaps" problemáticos quando chegou ao Governo.

"Ouvia de vez em quando conversas de colegas sobre o tema. (...) Havia rumores de mercado", afirmou a agora ministra, que em junho de 2011 tomou posse como secretária de Estado do Tesouro e Finanças.

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Na altura, a ministra exercia funções como coordenadora do núcleo de emissões de dívida pública do IGCP, o instituto que gere a dívida pública portuguesa.

A governante disse ainda que se lembrava "de memória" do caso particular da EGREP - Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos, tanto que pediu informação sobre este mesmo "swap" quando tomou posse ao ex-diretor-geral do Tesouro e Finanças Pedro Felício.

Este pedido é comprovado por emails a que a Agência Lusa teve acesso, onde após um pedido de informação inicial de Maria Luís Albuquerque, há um pedido específico sobre a EGREP porque não estava integrado na informação enviada por Pedro Felício.

Este "swap" veio a agravar o valor das perdas potenciais associadas a estes contratos no verão de 2011 em cerca de 100 milhões de euros.

O Governo mandou cancelar o contrato entre a EGREP e o banco norte-americano JP Morgan em junho deste ano por 122 milhões de euros.

Segundo Maria Luís Albuquerque, a empresa pagou menos 54 milhões de euros para cancelar o contrato em junho, do que teria de pagar se a empresa deixasse o contrato chegar a 4 de agosto, quando o banco podia exigir o seu cancelamento antecipado.

Para pagar os 122 milhões de euros, a EGREP vai vender no mercado reservas petrolíferas que tem "em excesso".

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