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Montepio pode perder até 900 trabalhadores em três anos

Montepio pode perder até 900 trabalhadores em três anos

Reestruturação foi confirmada pela própria administração em carta interna dirigida aos trabalhadores. Entre rescisões amigáveis e pré-reformas, o banco que pertence à Associação Mutualista Montepio, pode perder centenas de trabalhadores.

O plano de reestruturação do Banco Montepio pode significar a saída a prazo de até 900 trabalhadores, de acordo com uma carta da administração dirigida aos funcionários, cujo conteúdo foi confirmado por fonte oficial da instituição. Esse será o resultado de rescisões por mútuo acordo e também de reformas antecipadas.

Segundo António Fonseca, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), o plano vai estender-se ao longo de três anos. Até ao final de 2020, sairão cerca de 300 pessoas. O SBSI esteve reunido na quinta-feira com a administração do banco, encontro que serviu também para explicar que existe a expectativa de que cerca de 400 trabalhadores adiram às condições de pré-reformas. A parte restante das saídas resultará de rescisões por mútuo acordo. Aos funcionários que aderirem será oferecida uma indemnização correspondente a 1,3 salários por cada ano de antiguidade.

O Banco Montepio teve prejuízos de 51,3 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, que comparam com os lucros de 3,6 milhões de euros do mesmo período de 2019, tendo justificado com as imparidades que constituiu (109,4 milhões de euros) para fazer face a perdas de crédito decorrentes da crise desencadeada pela covid-19.

No final de junho, o grupo Banco Montepio tinha 3962 trabalhadores (mais 25 do que em junho passado) e 328 agências em Portugal. O plano de reestruturação prevê que até 37 agências sejam encerradas, estando em estudo fechar outras 40.

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