Economia

Moody's corta 'rating' da ANA e da EDP

Moody's corta 'rating' da ANA e da EDP

A Moody's cortou o 'rating' da ANA-Aeroportos de Portugal de A3 para Baa3, na sequência da revisão em baixa da notação da República, apesar de considerar que o perfil de crédito da empresa é "sólido". A EDP também viu o seu "rating" descer para Baaa3.

Além do corte de três níveis do 'rating' da empresa gestora dos aeroportos portugueses, a agência de notação financeira também reduziu a classificação da dívida da ANAM - Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira de Baa3 para A3.

Esta dívida refere-se a 50 milhões de euros de títulos da ANAM - Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira com maturidade em 2014 com um juro de 5,34 por cento garantidos pela ANA.

"Os 'ratings' continuam em revisão para possível corte", disse ainda a Moody's em comunicado.

A agência de notação financeira indica que a decisão quanto à ANA "segue" a revisão em baixa do 'rating' da República Portuguesa.

"Apesar de o perfil de crédito da ANA ser sólido, actualmente considerado compatível com uma classificação de pelo menos A3, o 'rating' da ANA é limitado pelo da República", afirma.

EDP desce para Baa3

A agência de notação financeira cortou o 'rating' da EDP, bem como da sua subsidiária espanhola Hidroelectrica del Cantabrico, de Baa1 para Baa3, anunciou a instituição.

A redução da notação da empresa portuguesa afeta, também, a EDP Finance BV.

Todos os 'ratings' em causa foram colocados em 'outlook' negativo, sendo que a Moody's reconhece a "diversificação geográfica e negocial da EDP", mas nota a "incapacidade da empresa de se desligar por completo das tensões no mercado da dívida para emissores portugueses e as circunstâncias regulatórias e económicas locais que podem vir a piorar".

A quebra anunciada pela Moody's está directamente ligada ao corte efectuado ao 'rating' de Portugal na terça-feira que passou de Baa1 para Ba2, dentro do território daquilo que se considera 'lixo'.

A Moody's salienta, também, que futuros cortes no nível de Portugal não "resultariam automaticamente num movimento semelhante para o 'rating' da EDP", mas mantém a empresa com perspectivas negativas.