Economia

Movimento exige igualdade no pagamento de portagens nas SCUT

Movimento exige igualdade no pagamento de portagens nas SCUT

O Movimento Pró Partido do Norte fez, esta sexta-feira, uma "ocupação simbólica" do Governo Civil do Porto, entregando uma carta aberta à governadora onde exige que as portagens nas ex-SCUT sejam pagas por todos ou então "não paga ninguém".

O Movimento Pró Partido do Norte esteve esta tarde no Governo Civil do Porto, envergando uma faixa no exterior onde podia ler-se, sobre as ex-SCUT: "se não pagam todos, não paga ninguém".

O responsável pelo movimento, Pedro Baptista, falou aos jornalistas após ter sido recebido pelo chefe de gabinete da Governadora Civil do Porto, a quem entregou uma carta aberta com as suas reivindicações.

"Nós viemos aqui fazer uma ocupação simbólica do Governo Civil do Porto que embora não seja um lugar de representantes do Porto junto ao Governo é um lugar de nomeados do Governo junto ao Porto", disse, acrescentando que estão a ser tomadas "iniciativas semelhantes nos governos civis de Viana do Castelo e de Aveiro".

Segundo Pedro Batista "não tem nenhum sentido que tendo sido decidido em Setembro do ano passado que todas as SCUT seriam pagas no país inteiro a partir do dia 15 de Abril, sendo hoje esse dia, só novamente as SCUT do litoral norte, do grande porto e da costa da prata é que estão a pagar".

"Nós reclamamos que senão pagam todos, não paga ninguém. Não queremos que os outros paguem mas senão pagam todos, então porque razão é que temos que ser nós a única região discriminada neste país?", questionou.

Pedro Batista avançou ainda que lhes foi dada a garantia de que a carta aberta que foi entregue será enviada para o Ministério dos Transportes.

"Nós não fazemos como os outros partidos que se puseram quietinhos por estarmos na altura das eleições. O PS no Governo, o PSD na oposição, mais os outros partidos, mais os movimentos controlados pelos outros partidos, não se vê ninguém a protestar neste momento porque talvez acharão que é impopular estar a exigir que os outros paguem", condenou.

O responsável pelo movimento sublinhou que não está a exigir que os outros paguem mas sim "a dizer que se os outros não pagam nós então também não pagamos".

"Podem rir-se dos nortenhos do Litoral e da ineficiência até ao momento dos protestos, mas talvez não saibam que há sempre um momento que é demais, há sempre uma gota que faz o caldo entornar", pode ler-se na carta aberta.

O documento acrescenta ainda que o movimento "responsabiliza o governo e os seus colaboradores pelas consequências directas e indirectas desta discriminação colonial intolerável, e exorta a senhora governadora civil, se é que tem algum sentido da representatividade, a juntar-se explicitamente à expressão deste protesto".