Aviação

Mudança nos aviões custa 55 milhões à TAP em 2019

Mudança nos aviões custa 55 milhões à TAP em 2019

Grupo teve um prejuízo de 105 milhões de euros no ano passado, quando investiu 1,5 mil milhões, maioritariamente em aeronaves.

Dos 105 milhões de euros de prejuízo da TAP relativo a 2019 (uma melhoria face aos 118 milhões de 2018), uma parte está ligada à renovação da frota da companhia portuguesa. "Não há como falar dos resultados de 2019 sem mencionar o investimento brutal feito para a chegada de novas aeronaves", justificou Raffael Quintas, CFO. No total, o investimento rondou 1,5 mil milhões.

Em 2019, a TAP recebeu 30 aeronaves, elevando para 105 o número de aviões. Já do lado das saídas, foram aposentados 18 aparelhos, alguns recebidos em 1994. Do bolo total de 55 milhões de euros de renovação de aviões, 31 milhões são justificados com a integração dos novos modelos Airbus. Ainda antes de começarem a voar, as aeronaves precisam de certificação da Autoridade Nacional da Aviação Civil, mas já pagam renda durante o processo.

A juntar aos custos de integração das novas aeronaves, maioritariamente alocados às rotas de longo curso, há que contabilizar as verbas destinadas à formação de pilotos e tripulação. Aposentar 18 modelos mais antigos da frota custou 24 milhões de euros.

O diretor financeiro garante que estes custos "de entradas e saídas de aeronaves não se repetem". "Para 2020, continuaremos a receber aviões e a mandar os antigos embora, mas não com a mesma velocidade que em 2019", garante Raffael Quintas. A empresa defende que os benefícios desta renovação só começarão a ser sentidos "a partir de 2020 e 2021".

A TAP estima que, por cada avião adicional, haja um impacto positivo de 36 milhões nas receitas e a possibilidade de criação de 76 empregos. Para o turismo, estima que uma nova aeronave gere 29 milhões de euros de receitas e crie 567 postos de trabalho. Um avião adicional pode gerar cerca de 24 milhões de impostos para o Estado.

Portela em causa

A TAP voltou a lançar farpas à Portela. A falta de investimento em infraestruturas foi criticada por Antonoaldo Neves, CEO da TAP, que indica que as limitações do aeroporto custaram 35 milhões de euros à empresa. Sem desenvolvimento de infraestruturas, Neves garante que a TAP irá parar de investir na Portela. Questionado sobre se a empresa tem intenção de ir para o futuro aeroporto do Montijo, respondeu: "Não existe essa possibilidade. O Montijo não é para a TAP".

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