Desemprego

"Não haverá necessidade de rever" previsões sobre o desemprego

"Não haverá necessidade de rever" previsões sobre o desemprego

O secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, reconheceu, esta quinta-feira, que a taxa de desemprego em Portugal no terceiro trimestre revela "um crescimento importante", mas disse não haver necessidade de rever as previsões deste e do próximo ano.

"Não haverá necessidade de rever essa matéria. Não há alterações, apesar de ser um crescimento importante do desemprego", afirmou Pedro Martins, à margem do 16º congresso sobre direito do trabalho, a decorrer em Lisboa.

De acordo com as previsões do Governo, a taxa de desemprego deverá fixar-se nos 15,5% este ano, devendo subir para os 16% em 2013.

No entender do governante, que comentava a taxa de desemprego divulgada na quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) - de 15,8% no terceiro trimestre deste ano - "é preciso ter em conta a evolução do ano todo" de 2012.

"Os dois primeiros trimestres apresentaram um valor mais baixo face à taxa de desemprego registada neste terceiro trimestre em que houve um crescimento importante do desemprego, mas previsível de acordo com os números do Eurostat divulgados no mês passado", afirmou Pedro Martins.

A taxa de desemprego subiu no terceiro trimestre para os 15,8%, face aos 15% observados no trimestre anterior, com o número de desempregados em Portugal a ultrapassar os 870 mil, divulgou na quarta-feira o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego aumentou assim, em termos trimestrais 0,8 pontos percentuais e em termos homólogos 3,4 pontos percentuais.

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Entre julho e setembro, o INE contabilizou 870,9 mil desempregados, o que representa um acréscimo trimestral de 5,3% em termos mensais (mais 44 mil pessoas) e anual de 26,3% (mais 181,3 mil pessoas).

Já hoje, de acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de outubro encontravam-se inscritos nos centros de emprego do Continente e das Regiões Autónomas mais 127750 indivíduos do que um ano antes, o que revela que o número de desempregados inscritos aumentou 22,5% em outubro em termos homólogos e 1,7% face ao mês anterior, para 695 mil desempregados.

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