Economia

Neeleman entrega proposta "final e melhorada" para comprar a TAP

Neeleman entrega proposta "final e melhorada" para comprar a TAP

O patrão da companhia aérea brasileira Azul, David Neeleman, afirmou hoje que entregou uma proposta "final e melhorada" à compra de até 66% da TAP, o que representa "um compromisso de investimento e de crescimento" para a operadora.

Germán Efromovich e David Neeleman tinham esta sexta-feira até às 17 horas para entregarem as propostas finais para a privatização da TAP, que deveriam ser uma versão melhorada das candidaturas apresentadas a 15 de maio.

"Entregámos a nossa proposta final e melhorada. Mais do que uma proposta é um compromisso de investimento e de crescimento para a TAP", afirmou Neeleman, em declarações enviadas à Lusa.

Na corrida à privatização da TAP estão Germán Efromovich, dono da operadora aérea Avianca e do grupo Synergy, e David Neeleman, patrão da companhia aérea brasileira Azul, em parceria com Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro.

"Nas quatro companhias aéreas que criei até hoje, os colaboradores sempre foram o nosso maior ativo", afirmou o empresário dono da Azul.

"Queremos dar continuidade ao legado da TAP em matéria de segurança e profissionalismo de todos os que lá trabalham e, simultaneamente, criar uma companhia financeiramente sólida, no longo prazo, de modo a que todos se sintam orgulhosos por trabalhar numa companhia aérea que perdurará para as gerações futuras", acrescentou.

"A nossa prioridade é o investimento na TAP. Queremos colocar a TAP numa rota de crescimento fortalecendo-a como companhia de bandeira, reforçar o 'hub' [plataforma] de Lisboa de modo a que a TAP possa continuar a contribuir com cerca de 2.000 milhões de euros para a economia portuguesa através da riqueza que vai gerar, do aumento do turismo que vai proporcionar, dos empregos que vai manter e incrementar e, mais importante, dos clientes que vão poder contar mais com a TAP", destacou Neeleman.

Para isso, adiantou, uma das apostas é a renovação da frota.

"Iremos comprar 53 aviões novos e tecnologicamente avançados, além de serem um elemento adicional de motivação para os nossos colaboradores são também um fator muito relevante para os nossos clientes já que ao serem mais cómodos, silenciosos e económicos constituem um fator adicional para que continuem a dar preferência à TAP", apontou.

"Somos um grupo de parceiros fortes e comprometidos com uma história de sucesso e crescimento que fala por nós, este é um compromisso que o Humberto Pedrosa e eu assumimos juntamente com os nossos parceiros perante o país, a TAP, os seus colaboradores e os seus clientes", concluiu David Neeleman.

O Governo não tem um prazo para se pronunciar sobre as propostas, mas é possível que a privatização da TAP seja decidida em Conselho de Ministros já na próxima semana.

Segundo o caderno de encargos, o comprador tem que assegurar o reforço da capacidade económico-financeira da empresa e assumir compromissos de estabilidade laboral.

A capitalização é o primeiro de nove critérios para a escolha do futuro dono da TAP, seguido pelo valor da oferta e projeto estratégico, segundo o caderno de encargos.

O valor oferecido pelo capital a alienar pelo Estado, num limite máximo de 66% nesta primeira fase, surge em segundo lugar no artigo 5.º do documento, aparecendo depois a "apresentação e garantia de execução de um adequado e coerente projeto estratégico, tendo em vista a preservação e promoção do crescimento da TAP".

Além de ter que capitalizar a empresa, o comprador assume uma dívida remunerada superior a 1.000 milhões de euros, de acordo com o relatório e contas de 2014.

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