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Nissan admite investir mais em Portugal

Nissan admite investir mais em Portugal

No dia em que foi colocada a primeira pedra da futura fábrica de baterias para carros eléctricos, em Cacia, o responsável da Nissan admitiu a possibilidade de novos investimentos para aumentar a produção prevista de 50 mil unidades anuais.

"A capacidade da fábrica é de 50 mil unidades, mas há espaço para aumentar a produção", afirmou Toshiyuki Shiga, 'chief operating officer' (COO) da Nissan, realçando que "as baterias são a componente central do veículo eléctrico e, se a procura aumentar, há oportunidade de investir mais no futuro para aumentar a produção".

Em entrevista à agência Lusa, o número dois mundial da Nissan considerou que "para já", está concentrado no projecto da unidade de produção, um investimento de 156 milhões de euros, mas, acrescentou, "existem grandes oportunidades".

À margem da cerimónia de colocação da primeira pedra da fábrica de baterias de iões de lítio, em Cacia, em Aveiro, Toshiyuki Shiga confessou estar surpreendido com a evolução da mobilidade eléctrica nos últimos anos, sobretudo, "ao nível das mentalidades".

A Nissan anunciou o veículo eléctrico em 2008, "assumindo querer ser líder na mobilidade de emissões zero, e, nessa altura, levantaram-se muitas questões relacionadas com autonomia e preço. Mas hoje, passados três anos, os concorrentes também se estão a preparar para lançar veículos eléctricos, como a VW, a Honda, a Toyota".

Para o responsável da Nissan, "a pressão para a redução das emissões e da dependência do petróleo e para o reforço das energias alternativas" contribuiu para um "desenvolvimento mais rápido do que o previsto", prevendo que os custos de produção do automóvel eléctrico continuem a diminuir.

"Nasceu como um produto de nicho com um preço elevado, mas a produção vai aumentar, o preço continuar a baixar e vai tornar-se popular", defendeu.

A escolha de Portugal para instalar uma de três fábricas de baterias na Europa (com Inglaterra e França), que vão responder à expansão de veículos eléctricos da Aliança Renault-Nissan no mercado europeu, com o início da produção previsto para Dezembro de 2012, partiu de um convite do Governo português.