Aviação

Norte exige proporcionalidade na retoma dos voos da TAP

Norte exige proporcionalidade na retoma dos voos da TAP

Entidades empresariais, autarcas e turismo enviaram carta ao primeiro-ministro e à Comissão Executiva da companhia aérea.

Os representantes das empresas do Norte, do turismo e das autarquias enviaram esta quinta-feira uma missiva ao primeiro-ministro e à Comissão Executiva da TAP, dando conta da preocupação com a celeridade com que será revisto o plano de retoma de rotas para junho e julho, prometido pelo Conselho de Administração da companhia aérea, após os protestos levantados por o aeroporto do Porto ter apenas duas rotas internacionais em julho, quando Lisboa terá mais de 70. Reclamam, por isso, proporcionalidade entre os voos a retomar agora e os que existiam antes de pandemia deixar todos os aviões em terra.

"No contexto do debate existente na sociedade portuguesa sobre a estratégia que a TAP deve seguir para se afirmar como companhia bandeira de Portugal, no momento em que o Estado Português está a desenvolver consultas prévias com a Direção-Geral da Concorrência da União Europeia para formalizar as medidas de apoio à TAP na sequência da crise pandémica, quando está sobre a mesa a possibilidade de os contribuintes portugueses - presume-se que todos os contribuintes, de norte a sul do país - terem que capitalizar a TAP para esta possa cumprir com os seus deveres mais básicos, este é também o tempo e o cenário ideal para que as decisões possam ser tomadas", justificam os signatários da carta.

"É isso que pedimos ao Conselho de Administração da TAP e é isso que esperamos do Governo de Portugal, na convicção de que teremos da parte do senhor primeiro-ministro o apoio fundamental para podermos dar um rumo à TAP que esteja em sintonia com a estratégia de Portugal e os interesses dos Portugueses", continua o texto.

Os representantes do Norte consideram que "cumpre perceber porque é que na decisão da TAP, sobre retoma de voos nos próximos dois meses, apenas se entende dar sinal verde imediato a operações como a do Funchal, Paris e Luxemburgo (estes dois só mesmo em julho), quando, tirando a capital francesa, é sabido que destinos como Madrid, Londres, Genebra, Barcelona,
Bruxelas ou Frankfurt, correspondem a operações mais rentáveis e que vão ao encontro do apelo e das necessidades da região".

Durante esta semana, representantes da TAP reuniram com entidades do Norte, desde a entidade regional de Turismo aos autarcas, incluindo associações empresariais, "com o objetivo de identificar oportunidades que levem a um crescimento da sua operação no Aeroporto Francisco Sá Carneiro", afirmando-se "empenhada em recuperar tão rapidamente quanto possível, e de forma sustentável, a proporcionalidade da sua oferta no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no conjunto da sua operação, relativamente ao período pré covid-19".

Os signatários da carta hoje enviada aos responsáveis da TAP e do Governo são Miguel Alves, presidente do Conselho Regional do Norte, Luis Pedro Martins, presidente da Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte, Luis Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal, Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, Rafael Campos Pereira, presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) e Mario Jorge Machado, presidente da Associação de Têxteis de Portugal.