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Novas eleições gregas pressionam dívida portuguesa

Novas eleições gregas pressionam dívida portuguesa

A possibilidade da Grécia ir novamente para eleições está a agravar a pressão sobre os juros da dívida, com os investidores a cobrarem 11,408% pela dívida portuguesa a dez anos e quase 30% pela grega.

O líder dos socialistas moderados do Pasok e ex-ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, admitiu hoje que a Grécia terá novas eleições em junho face à ausência de acordo para a formação de um governo de coligação, após a reunião convocada pelo presidente da Grécia com os líderes dos partidos.

As incertezas sobre a Grécia refletiram-se novamente na subida das 'yields' dos países que foram alvo de um resgate financeiro, como Portugal, Irlanda e Grécia, mas também em Itália e em Espanha.

Cerca das 15 horas, os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos subiam para os 11,408% (face aos 11,163 da manhã), para 13,316% no prazo de cinco anos (12,861%) e para 8,419 (8,097%) a dois anos.

Na Grécia, os juros a 10 anos avançavam para 29,193%, enquanto esta manhã rondavam os 27,862%.

Em Espanha os juros a dez anos subiam dos 6,270 para 6,308%, enquanto em Itália a 'yield' a dez anos passava de 5,697 para 5,793% a dez anos.

As notícias gregas tiveram também efeitos sobre o euro, que depois de estar a evoluir em alta ligeira face ao dólar (1,2842) cerca das 13.15 horas, caiu para 1,2771 dólares às 14.08 horas, depois do anúncio de Venizelos.

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Os investidores temem que o vazio político na Grécia, que se arrasta desde as eleições legislativas de 6 de maio, implique uma suspensão da ajuda internacional prometida a Atenas, provocando a falência do país.

Se houver novas eleições os partidos que se opõem à austeridade podem obter a maioria e precipitar a saída da Grécia da zona euro.

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