Transportes

Novas medidas para sector dos transportes penalizam as famílias

Novas medidas para sector dos transportes penalizam as famílias

O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos considera que a reestruturação do sector dos transportes "agrada" os grandes grupos económicos mas penaliza as famílias e o desenvolvimento económico do país.

Carlos Braga, porta-voz do Movimento, disse à Lusa que, "se se confirmar" um novo aumento do preço dos transportes públicos, será um "aumento brutal nunca verificado após o 25 de Abril", pelo que terá de "ser pensada uma resposta adequada", sugerindo manifestações dos utentes "nos transportes e na rua".

Marques Mendes revelou, quinta-feira à noite, mudanças no sector dos transportes em Portugal. Segundo o ex-líder do PSD, o Governo preparar-se para fundir metro e autocarros, em Lisboa e no Porto, e os barcos que ligam a capital à margem sul.

Quanto às fusões - Carris e Metro de Lisboa; Soflusa e Transtejo; STCP e Metro do Porto -, Carlos Braga entende que se estão a "criar condições para entregar o sector público dos transportes aos grandes grupos privados", uma vez que o que se pretende é "concessionar aos privados as linhas mais rentáveis".

Para Carlos Braga, neste momento, seriam necessárias medidas que "privilegiassem o desenvolvimento económico, que criassem mais emprego e que reduzissem as dificuldades das pessoas em se deslocarem".

Pelo contrário, as medidas anunciadas no Plano Estratégico dos Transportes "vão contra os objectivos do país, que são o desenvolvimento económico, a criação de emprego e a melhoria da qualidade de vida e das condições sociais das famílias", defende.

O Conselho de Ministros aprovou, quinta-feira, "as principais linhas no sector das infra-estruturas e transportes" para os próximos quatro anos. Documento que deverá ser apresentado, esta sexta-feira, no Parlamento pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, às 16 horas.

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