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Novo Banco inaugura no Porto primeiro de 16 novos espaços

Novo Banco inaugura no Porto primeiro de 16 novos espaços

Banco liderado por António Ramalho vai executar investimento superior a 100 milhões de euros nos próximos dois anos na remodelação da rede de balcões, dos quais 50 até julho.

Fica no Palácio dos Correios, no Porto, o primeiro dos novos espaços "Balcão Master" que o Novo Banco (NB) quer deter em cada capital de distrito, com um conceito moderno e sustentável que "tem agradado a todos, clientes e funcionários". Até julho, o NB terá remodelado um total de 50 balcões e, nos próximos dois anos, o investimento na rede geral deverá ultrapassar os 100 milhões de euros.

O espaço do Porto substitui três balcões encerrados na Baixa, até porque, segundo o CEO, António Ramalho, "a relação com o banco faz-se através de sete canais e o balcão já não é o principal".

"Estamos a preparar o NB "sem rodinhas" [sem injeções de capital do Fundo de Resolução, sendo este o último ano de apoio possível], foram apoios necessários, primeiro nos anos de resiliência, de 2014 a 2017, depois até agora, na reestruturação. Agora é o renascimento, com uma grande aposta nos clientes e no novo modelo de distribuição", explicou o CEO do NB, ao JN.

Numa área de 700 metros quadrados, onde foram demarcadas cinco zonas de forma fluída, 16 funcionários estão a postos para orientar o cliente, desde a entrada, ao local de atendimento em confortáveis sofás, passando pelas salas de trabalho e zonas de espera, até ao pequeno anfiteatro que estará aberto à comunidade para apresentações, sessões culturais ou de formação, entre múltiplas possibilidades de utilização.

O mobiliário ergonómico foi testado para receber confortavelmente o cliente comum, as luzes são eficientes e partem de candeeiros de cortiça nacional para iluminar detalhes de cerâmica portuguesa nas cores do NB entalhados junto ao teto. Pormenores de verde, com plantas vivas, criam um ambiente descontraído que pouco lembra os bancos escuros e fechados de outrora. Aqui e acolá, vitrines apelam à aquisição de peças de filigrana e os painéis digitais apresentam facilidades para a aquisição de um moderno robot de cozinha em prestações.

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"Quando foi lançada a pré-venda do Samsung S20, nós e a Worten fomos quem mais vendeu equipamentos. Um banco já não é só produto financeiro", confessou Luís Ribeiro. "Estamos a implementar um projeto de assinaturas digitais, que dispensam por completo a assinatura de papéis, muito focados na sustentabilidade e na diminuição da pegada ecológica", assegurou o administrador responsável pela área comercial e pela implementação do Master Balcão NB a nível nacional.

A aposta no "novo modelo de distribuição" assente em varios canais e altamente digital é fundamental, pelo que, "a seguir ao Porto, o modelo de espaço, em vez de balcão, será replicado em Lisboa, Aveiro, Braga, Faro, Setúbal". Paralelamente, serão remodelados "50 balcões até julho", num investimento global que ultrapassa os 100 milhões de euros.

Assimetria pandémica

A reestruturação em curso abriu a porta à reforma a funcionários mais antigos,. "Em relação a 2014, temos menos 170 balcões, menos 25% a 30%", contabilizou António Ramalho. Mas o NB também tem estado a recrutar. "O nosso programa de estagiários, em 2020, teve 20 pessoas, das quais 18 ficaram connosco", resumiu Luís Ribeiro.

A covid-19 teve impacto nos negócios do banco, mas de forma assimétrica, revelou o CEO: "A pandemia trouxe alterações de comportamento, e este novo espaço é muito mais compatível com as necessidades de distanciamento e até de teletrabalho, mas também alterações na nossa carteira de clientes. A restauração está pior do que a agricultura e a hotelaria está pior do que a indústria, portanto, a nível regional, é onde temos maior base agrícola e industrial, mais exportações e maior clusterização que a economia tem reagido melhor". Para António Ramalho, as assimetrias regionais revelam que "as zonas onde tem corrido menos mal ficam no Norte, no Alentejo e no Algarve".

Com os investimentos previstos que encerram a reestruturação do Novo Banco, António Ramalho quer que espaços como o que inaugurou esta segunda-feira, no Porto, sejam a resposta para os desafios do futuro. Resumindo, "enquadrar a tradição dos grandes bancos com a inovação digital".

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