Desemprego

Número de trabalhadores em risco de despedimento coletivo mais do que duplicou até maio

Número de trabalhadores em risco de despedimento coletivo mais do que duplicou até maio

O número de trabalhadores em risco de despedimento coletivo mais do que duplicou até maio deste ano, face aos primeiros cinco meses de 2011, com perto de 500 empresas a iniciar este tipo de processos em Portugal continental.

Segundo os dados publicados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), em comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, o número de trabalhadores que as empresas tencionam despedir nos próximos meses ao abrigo de processos de despedimento coletivo disparou 118% até maio, para 4749 pessoas.

O número de empresas que apresentou junto do Ministério da Economia e Emprego um pedido inicial para realizar despedimentos coletivos disparou, por sua vez, num ano, 88%, passando das 256 para as 482 até maio deste ano.

Só durante o mês de maio foram 96 as empresas que manifestaram esta intenção (contra as 47 de maio de 2011), e que colocam assim em risco 891 postos de trabalho (395 em maio do ano passado).

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais processos de despedimento coletivo abertos até maio (231), seguindo-se o Norte (165), o Centro (54), o Algarve (25) e o Alentejo (7).

Por tipo de empresas, os processos foram maioritariamente abertos por micro (167) e pequenas empresas (207), mas também por médias (78) e grandes empresas (30).

De acordo ainda com os dados da DGERT, entre janeiro e maio o número de empresas que concluiu processos de despedimento coletivo também aumentou, face a igual período de 2011, passando de 219 para 387.

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Num ano, o número de trabalhadores despedidos ao abrigo de processos de despedimento coletivo aumentou de 1883 para 3273 pessoas, mas as empresas, ainda assim, conseguiram "segurar" 190 postos de trabalho em relação aos 3463 estimados no início dos respetivos processos de despedimento coletivo.

Em maio deste ano foram concluídos processos de despedimento coletivo 72 empresas, tendo sido despedidos um total de 596 trabalhadores.

No processo de despedimento coletivo, a empresa entra com um pedido inicial junto do Ministério da Economia e Emprego, manifestando a sua intenção e o número de trabalhadores abrangidos pela ação.

Segue-se uma fase de negociação entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e os serviços do Ministério, onde se tentam soluções, nomeadamente de reconversão, e negociações compensatórias.

Finalmente, a entidade empregadora comunica a decisão definitiva de despedimento e entrega um mapa final aos serviços do Ministério onde consta o número de trabalhadores efetivamente dispensados e o processo dá-se por concluído.

No conjunto do ano passado, recorreram ao despedimento coletivo um total de 641 empresas, tendo sido despedidos 6526 trabalhadores.

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