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O que dizem os partidos sobre o negócio da TAP

O que dizem os partidos sobre o negócio da TAP

Vários partidos já reagiram ao facto de o Estado assumir o controlo da TAP, num negócio que envolve o pagamento de 55 milhões de euros a David Neeleman, para assegurar 72,5% da companhia.

BE pede auditoria à gestão privada e quer conhecer plano estratégico

O BE defendeu a realização de uma auditoria à gestão privada da TAP, considerando que falta o Governo esclarecer o plano estratégico que tem para a empresa, que deve salvaguardar os postos de trabalho.

"Já o tínhamos defendido na semana passada no nosso projeto de nacionalização e cremos que é muito importante neste momento fazer uma auditoria à gestão privada que tivemos até agora. É importante que o país perceba exatamente o que é que se passou durante a gestão privada e para salvaguardar parte do erário público com essa mesma auditoria", defendeu a deputada do BE Isabel Pires, em declarações aos jornalistas, no parlamento.

Relativamente ao que foi anunciado pelo ministro Pedro Nuno Santos, na perspetiva da bloquista, "ficam dúvidas" que "são absolutamente essenciais de esclarecer".

"A TAP é e sempre foi uma empresa estratégica para o país e por isso é que é importante podermos salvar a empresa, mas não a todo o custo e é preciso perceber qual é que é o plano de reestruturação, qual é que vai ser o plano estratégico que o Governo tem para esta empresa, salvaguardando, necessariamente, os postos de trabalho", apontou.

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Controlo pelo Estado "não pode ficar" pelos 72,5%

O PCP considera que o controlo pelo Estado de 72,5% da TAP é insuficiente e insistiu na nacionalização total para evitar que venha a ser "um apêndice de uma qualquer empresa estrangeira".

Bruno Dias afirmou aos jornalistas, na Assembleia da República, que este é um processo para continuar e "não pode ficar por aqui". "Este acordo que foi anunciado é uma peça de um processo que nós temos todos de assumir que não pode ficar por aqui", disse.

O importante é o Estado "assumir o controlo publico e efetivo da TAP", evitar que a empresa seja influenciada por "interesses privados" ou que seja colocada "como um qualquer apêndice de uma empresas estrangeira".

Verdes defendem que privados "não devem fazer parte da solução"

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) afirmou esperar que o reforço do capital público na TAP tenha reflexos ao nível da gestão da empresa e defendeu que os privados "não devem fazer parte da equação e da solução".

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o deputado José Luís Ferreira salientou que o PEV sempre defendeu o controlo público da TAP, tendo apresentado na semana passada um projeto nesse sentido que foi chumbado.

CDS quer Estado fora da empresa "logo que possível"

O CDS-PP considerou positiva a solução para a entrada do Estado na TAP ter sido feita "por acordo", quer saber mais pormenores do acordado e defende que deve deixar de ser acionista "logo que possível".

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o deputado centrista João Gonçalves Pereira afirmou que o "acordo é certamente melhor do que o Estado nacionalizar toda a empresa", mas exigiu mais elementos sobre esse acordo.

Gonçalves Pereira acredita que o Governo dará à Assembleia da República mais pormenores sobre o que foi acordado na quinta-feira, o plano estratégico para a empresa, e alertou para algumas dúvidas ou incógnitas, como a "posição da Comissão Europeia sobre o processo".

Além do mais, é preciso saber qual o papel que o Estado pode ter na definição de rota, para as regiões autónomas e países com ligações a Portugal.

Lembrando que foi um Governo PSD/CDS a privatizar a TAP, o deputado centrista afirmou: "Assim que possível, assim que houver condições, o Estado deve sair da empresa."

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