Economia

Oliveira Martins diz que 2012 pode ser menos difícil se Portugal fizer trabalho de casa

Oliveira Martins diz que 2012 pode ser menos difícil se Portugal fizer trabalho de casa

O ano de 2012 pode ser "menos difícil" se Portugal continuar a fazer o seu "trabalho de casa", ainda que vá ser difícil de qualquer maneira, disse o presidente do Tribunal de Contas.

"Acredito que, se continuarmos a fazer o nosso trabalho de casa, será menos difícil, mas será, em qualquer circunstância, sempre muito difícil. Por isso, temos que aproveitar esta oportunidade de exigência e de rigor para fazer reformas estruturais, para organizarmos melhor o Estado e a administração pública, criando um Estado modesto e moderno que vá ao encontro dos cidadãos", afirmou o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins.

À margem das Conferências do Palácio da Bolsa, no Porto, o antigo ministro das Finanças e da Educação disse concordar com o ministro Vítor Gaspar em relação a 2012 ser um ponto de viragem para o País, acrescentando que têm sido dados sinais positivos, quer a nível interno quer externo.

"Penso que estamos a fazer o trabalho de casa e, nesse sentido, a minha apreciação é uma apreciação positiva. Mas, como eu digo aos meus netos, é indispensável fazerem o trabalho de casa todos os dias", declarou Guilherme d'Oliveira Martins.

Para ir além desse "ponto de viragem", é preciso, segundo o presidente do Tribunal de Contas, "redobrar o rigor e a exigência e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam compatibilizar, por um lado, a capacidade de criar riqueza, a capacidade de criar emprego e simultaneamente limitar drasticamente a despesa corrente primária".

A economia "precisa de crescer e de se desenvolver. A austeridade não é um fim em si. É indispensável haver disciplina, rigor, exigência. Não podemos viver acima das nossas possibilidades", disse Oliveira Martins.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, elogiou o leilão de dívida desta quarta-feira e afirmou que a incerteza "já foi substancialmente reduzida" e que pode estar a haver a aproximação a um ponto de viragem.

"A incerteza sobre o sucesso do processo de ajustamento português foi já substancialmente reduzida. Ontem [quarta-feira] tivemos um sinal de que podemos estar a aproximar-nos de um ponto de viragem", terá afirmado o governante, de acordo com a sua intervenção escrita destinada aos encontros à porta fechada com a 'troika' e participantes do meio académico, decisores políticos, analistas económicos e representantes de empresas e associações empresariais.

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