Economia

Operadores e estivadores falham acordo para Lisboa e Setúbal

Operadores e estivadores falham acordo para Lisboa e Setúbal

Os estivadores e as associações de operadores falharam esta terça-feira um acordo sobre os serviços mínimos para a greve nos portos de Lisboa e de Setúbal, mas chegaram a entendimento para Aveiro e Figueira da Foz.

O presidente do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, Vítor Dias, disse à agência Lusa que "houve um acordo parcial" já que os portos de Aveiro e da Figueira da Foz chegaram a um entendimento, que corresponde aos serviços mínimos alargados consensualizados a 26 de outubro.

Mas não foi possível fechar acordo semelhante para os portos de Setúbal e Lisboa, o que deverá levar à intervenção do Governo, à semelhança do que aconteceu na semana passada, para o período de greve atualmente a decorrer.

"A Associação dos Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) e a Associação dos Agentes de Navegação e Empresas Operadoras Portuárias (Anesul) preferiram que viesse um despacho do que chegar a acordo", criticou o dirigente sindical.

Vítor Dias disse que é expectável que o Governo emita um despacho com a fixação de serviços mínimos tal como aconteceu a 15 de novembro, quando também não houve entendimento entre as partes.

Na altura, o Ministério da Economia explicou que os serviços mínimos preveem assegurar o abastecimento de "medicamentos ou artigos de consumo hospitalar bem como movimentações periódicas de cargas para as regiões Autónomas dos Açores e da Madeira com géneros alimentícios, produtos deterioráveis ou componentes sobressalentes para equipamentos de primeira necessidade".

Hoje, a Lusa contactou o ministério de Álvaro Santos Pereira, mas até ao momento não foi possível ter um comentário.

PUB

Em causa, está um novo pré-aviso de greve contra a proposta de lei relativa ao regime do trabalho portuário, entre 28 de novembro e 04 de dezembro, que prevê três dias de paralisação total.

"Os nossos protestos, que já duram há mais de dois meses, são longamente conhecidos. No centro da questão continua o facto de o Governo querer aprovar uma lei que precariza todo o setor portuário que põe em risco de despedimento cerca de metade dos trabalhadores", salientou o dirigente sindical.

Vítor Dias reiterou que o Governo se tem recusado a dialogar, acrescentando que os protestos vão continuar enquanto o Executivo persistir com "esta vontade e iniciativa".

Esta onda de greves, que se iniciou a 17 de setembro, foi resposta à aprovação de uma proposta de lei relativa ao regime do trabalho portuário, com acordo de alguns sindicatos, afetos à UGT, e operadores portuários, com o objetivo de aumentar a competitividade dos portos nacionais.

De acordo com o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, o novo regime vai permitir descer a fatura portuária entre 25% a 30%.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG