Economia

Pagamentos em atraso aumentam 69 milhões no primeiro trimestre

Pagamentos em atraso aumentam 69 milhões no primeiro trimestre

Os pagamentos em atraso há mais de 90 dias cifraram-se nos 1.966 milhões de euros em março, mais 69 milhões do que no final de 2013, devido sobretudo aos hospitais EPE.

De acordo com a síntese da execução orçamental de março, publicada esta quarta-feira pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), "foram os hospitais EPE os que mais contribuíram para este aumento, com uma variação de 78 milhões de euros" no primeiro trimestre do ano, ao passo que outros subsetores, como a administrações local e regional, diminuíram o montante dos pagamentos em atraso.

No final de 2013, os hospitais EPE tinham dívidas acumuladas há mais de 90 dias no montante de 611 milhões de euros, valor que disparou para os 689 milhões de euros em março, um aumento de 78 milhões em três meses.

No entanto, comparando os números de março com os de fevereiro, os pagamentos em atraso diminuíram em 14 milhões de euros, principalmente devido à administração regional, que diminuiu em 17 milhões o valor das suas dívidas por pagar há mais de 90 dias para os 492 milhões de euros em março.

No âmbito do programa de resgate, a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) exige que o valor dos pagamentos em atraso há mais de 90 dias não aumente face ao valor registado no final do ano anterior.