Economia

Partidos da oposição reagem aos novos números do desemprego

Partidos da oposição reagem aos novos números do desemprego

O Instituto Nacional de Estatísticas revelou, esta terça-feira, os novos números do desemprego em Portugal, que atingiu os 15% no segundo trimestre do ano. Os principais partidos da oposição reagiram com fortes críticas ao governo e ao programa da troika e pedem uma explicação ao primeiro-ministro.

O número de desempregados aumentou e atingiu os 15% no segundo trimestre do ano. Os mais afetados foram os trabalhadores que têm apenas o ensino básico mas a situção é ainda mais grave para quem só tem o ensino secundário completo.

Assim, o Partido Socialista (PS), não fez esperar as suas críticas ao governo e desafiou o executivo a explicar os novos números e o que "falhou na receita" de austeridade aplicada. O secretário nacional do PS, João Ribeiro, disse, numa conferência de imprensa na sede do partido, que "estes números desmentem todas as previsões do Governo, mesmo depois de várias revisões".

"Explique aos portugueses porque falhou a sua receita, senhor primeiro-ministro, explique-se, explique aos portugueses porque escolheu o caminho da austeridade excessiva, diga hoje, na festa à porta fechada do seu partido, que medidas vai tomar para travar o desemprego, para estimular a economia, para salvar as empresas viáveis e finalmente criar emprego", foi o pedido do secretário a Pedro Passos Coelho.

O Bloco de Esquerda (BE), através da deputada Mariana Aiveca, disse à agência Lusa que estes números confirmam o empobrecimento do país "que o Governo anunciou" e o "falhanço" de uma política de "obsessão" pelas reduções salariais e o aumento de impostos.

No entanto, o partido considera que "estes dados económicos só surpreendem quem queria ser surpreendido" uma vez que "com estes dados económicos, de facto, o desemprego só poderia continuar a crescer e o Governo sabia bem disso quando anunciou o empobrecimento do país.

O Partido Comunista Português (PCP) considerou o aumento do desemprego resultado "óbvio" das "políticas de direita" e classificou como "arrepiante" os dados do desemprego entre os jovens. José Lourenço, da Comissão das Atividades Económicas do PCP, disse à agência Lusa que é "perfeitamente natural que a emigração dos jovens se faça".

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"Não há empregos e os que existem são de curta duração, não dão estabilidade aos jovens e um país que não aposta nos jovens é um país sem futuro", declarou José Lourenço.

Entretanto, o Partido Social Democrata (PSD) também reagiu às críticas dos partidos da oposição e começou por esclarecer que os números da economia do segundo trimestre se "aproximam" das estimativas governamentais embora seja necessário "olhar" com mais atenção para o desemprego. "São números que estão dentro das estimativas do Governo, aproximam-se muito das estimativas do Governo para o crescimento económico para 2012", disse à Lusa o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Luís Menezes.

Ainda assim, o vice-presidente admitiu que "aquilo que está mais fora do que todos esperávamos são os números do desemprego, mas quer um [desemprego] quer outro [PIB] são uma consequência do reequilíbrio que o país como um todo está a fazer dentro do quadro do programa de ajustamento financeiro". O PSD também aproveitou a ocasião para e criticar a "postura irresponsável" do PS de "demarcação" do acordo de assistência financeira.

Os tempos exigem determinação e resolução na aplicação do memorando de entendimento, que não foi pedido pelo PSD, que foi pedido pelo anterior Governo socialista. E é com preocupação que vemos este PS a querer demarcar-se do memorando de entendimento assinado pelo PS, pelo PSD e pelo CDS. E é com enorme preocupação que vemos o PS sair do caminho da responsabilidade", afirmou Luís Menezes.

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