Pedro Passos Coelho

Passos Coelho prometeu à troika acelerar reformas

Passos Coelho prometeu à troika acelerar reformas

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, revelou ter assumido, esta sexta-feira, numa reunião com a 'troika', a prioridade de acelerar "o ritmo de execução das reformas estruturais" e da mobilização dos portugueses "para o desígnio dessas transformações".

"Antes mesmo de me dirigir para este congresso, tive a ocasião de confrontar, pela quarta vez, o conjunto de reformas que vêm sendo executadas, em interação com a 'troika'. Da mesma forma que a insistência do lado da 'troika' aponta para não abrandar o ritmo de execução das nossas reformas estruturais, o Governo assume que não só é prioritário acelerá-las, como sobretudo mobilizar cada vez mais os portugueses para o desígnio dessas transformações", afirmou Passos Coelho.

O primeiro-ministro falava no 5.º congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores, que decorre até sábado na Universidade Católica, em Lisboa, sob o lema "amor ao próximo como critério de gestão".

"Hoje, podemos dizer com confiança que Portugal está muito próximo do caminho do crescimento e, para que todos os dias possamos estar mais próximos, não podemos retardar e abrandar o ritmo das mudanças que estamos a introduzir", declarou.

Passos Coelho fez "uma referência muito particular" ao "sacrifício extraordinário que todos os portugueses, de um modo geral, têm demonstrado, não apenas para afirmar o seu amor ao próximo, mas também o seu amor à Pátria".

"Tem sido realmente extraordinário e uma honra muito grande chefiar um Governo que tem tido a possibilidade de contar com um povo tão extraordinário como aquele que nós temos em Portugal", afirmou.

Passos Coelho defendeu que as "reformas estruturais" devem ser orientadas por valores, como "a confiança, a liberdade, a responsabilidade, a solidariedade, o trabalho, o respeito pela iniciativa alheia, o mérito, a abertura à descoberta".

"Sem isso, teríamos mudanças, mas não chegaríamos a ter verdadeiras reformas", considerou o primeiro-ministro, numa intervenção centrada no crescimento económico.

Passos afirmou que empresários e gestores têm a "responsabilidade" de se "assumirem como agentes decisivos da recuperação e da modernização do país", "como agentes que também devem liderar pelo exemplo profissional e de cidadania", na "aposta no crescimento", em "novos investimentos, em formação profissional, em novos mercados".

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