Economia

Passos considera que alterações na proposta de orçamento são normais

Passos considera que alterações na proposta de orçamento são normais

O primeiro-ministro escusou-se, este sábado, a justificar a redução da sobretaxa em sede de IRS de 4% para 3,5%, mas considerou normal que as propostas de Orçamento do Estado sejam alteradas, afirmando que isso sempre aconteceu.

"Não há memória de um Orçamento ser aprovado tal qual foi apresentado. É um processo que decorre normalmente, quer por iniciativa do Governo, quer por iniciativa dos partidos na Assembleia da República", declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente da República, no final da XXII Cimeira Ibero-Americana, em Cádis, Espanha.

O primeiro-ministro tinha sido questionado sobre o motivo pelo qual o Governo apresentou inicialmente uma sobretaxa em sede de IRS de 4%, se era possível que esta fosse de 3,5%.

Dirigindo-se ao jornalista que o tinha questionado, Passos Coelho remeteu a resposta a essa pergunta para o ministro Vítor Gaspar: "Tenho a certeza de que o senhor ministro das Finanças terá todo o interesse e terá todo o gosto em responder às suas perguntas. Eu não o vou fazer aqui a partir de Cádis".

O primeiro-ministro manifestou-se convicto de que o Orçamento do Estado para 2013 vai ser executado, permitindo a Portugal cumprir os compromissos externos que assumiu e ajudando à redução do défice e à recuperação da economia.

"É um Orçamento que será executado, que é exequível e que corresponde, com muita confiança, à visão que o Governo e os partidos que o suportam têm de que Portugal precisa de cumprir o seu programa de ajustamento sem asfixiar as possibilidades de colocar a economia a crescer a partir de 2014 ", afirmou.