Afinal, prevenir é mesmo melhor do que remediar.

Afinal, prevenir é mesmo melhor do que remediar.
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Vivemos tão embrenhados no frenesim do dia a dia e na montanha de responsabilidades que todos os dias temos de gerir que nem sempre nos lembramos do mais importante: cuidar de nós e da nossa saúde.

Quantas vezes já começou a tratar uma constipação mais tarde do que aquilo que deveria, por exemplo? Muitas vezes, por esperar demasiado tempo, uma coisa que poderia ser tratada num curto espaço de tempo acaba por se tornar demasiado penosa e demorada de curar. O mesmo se passa com tantas outras doenças onde uma simples prevenção pode fazer toda a diferença.

É o caso do cancro do pulmão. Só no ano passado surgiram no mundo 2 milhões de novos casos. No caso de Portugal, surgiram 5284 novos casos. E embora não seja o cancro mais comum, é o mais mortal no nosso país, responsável por 16% da mortalidade causada pelo cancro.

E ainda que os números possam parecer assustadores, a deteção e prevenção são a chave - a deteção precoce permite reduzir o risco de mortalidade até 20%. E quando se fala em prevenção, é de referir um dos principais comportamentos de risco no que diz respeito a esta doença - o tabagismo. Mais de 85% dos casos de cancro do pulmão são registados em fumadores, tanto ativos como passivos.

Corrigir comportamentos de risco e estar atento aos sintomas é o segredo: desde praticar exercício, a não fumar, a ter uma alimentação saudável e equilibrada, tudo isto é uma forma de evitar que algo possa vir a acontecer. E uma das coisas igualmente importantes é a informação. Estar informado é meio caminho para prevenir e, no caso de doentes oncológicos, é meio caminho para se conseguir solucionar o problema. De acordo com Paula Fidalgo, médica da especialidade de oncologia no Centro Hospitalar do Porto, o envolvimento "e participação ativa do doente são extremamente importantes nas diferentes fases do seu percurso". É agora mais importante do que nunca que o próprio doente tenha um papel ativo na busca de apoios que possam melhorar o seu bem-estar."Informar para desmistificar o cancro do pulmão como uma sentença de morte. Mais ainda, é importante referir que o tratamento do cancro do pulmão teve um crescimento exponencial nos últimos anos, melhorando assim o prognóstico de doentes mesmo em fase avançada, com impacto no tempo de vida e na qualidade de vida", avança a médica.

Outro fator bastante importante quando falamos no tratamento destes doentes é o envolvimento de várias especialidades no seu acompanhamento. Segundo Paula Fidalgo, esta equipa multidisciplinar vai permitir "a troca de informação e conhecimento, para que as decisões relativas ao diagnóstico, estadiamento e tratamento possam ser tomadas de forma partilhada e segura. Atualmente o acompanhamento destes doentes vai muito além do tratamento da doença oncológica. Envolve um conjunto de áreas que visam a melhoria da condição (física, emocional, social e espiritual) e qualidade de vida do doente".

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