"Há ideias e projetos que podem criar impacto"

"Há ideias e projetos que podem criar impacto"
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Diogo Teixeira, cofundador e diretor de operações da Beta-i, parceira do Lidl e da Rádio Renascença, RFM e Mega Hits na terceira edição do Programa "Mais Ajuda", explicou ao JN em que consiste a mentoria que a empresa dará aos candidatos para os ajudar a implementar os projetos na área da Educação.

Em que medida investir na Educação pode mitigar as diferenças sociais e
económicas na sociedade portuguesa?

A educação é a área fundamental para o desenvolvimento sustentado de qualquer sociedade. Sem educação não há cidadania. Portugal é um bom exemplo de como investir nesta área pode fazer progredir a sociedade do ponto de vista social e económico. O progresso que o país viveu nos últimos 30 anos deve-se em muito à melhoria de todos os indicadores ligados à educação. No entanto, isto não quer dizer que o trabalho esteja todo feito, ainda existem muitos desafios. O covid-19 veio mostrar de uma forma mais evidente como as desigualdades na educação acentuam as desigualdades sociais e económicas. O facto do LIDL e da Renascença terem sugerido este tema para a edição deste ano do Mais Ajuda, num momento pós-pandemia, é muito interessante. Acredito que a educação é de facto a melhor aposta para relançar a economia e combater as disparidades na sociedade. Sabemos que a maior parte das medidas que são tomadas a nível governamental impactam a média da população, mas há franjas que ficam de fora. Creio que é precisamente sobre estas franjas, que não estão a ter tanta atenção, que a maioria das candidaturas que vamos receber vão incidir. Queremos atuar com os projetos criados no programa e tornar a educação uma oportunidade de valorização.

De que forma é que a mentoria da Beta-i pode ajudar os candidatos a
desenvolverem projetos na área da Educação?

As edições passadas do programa mostram que há muito boas ideias e projetos que podem criar impacto em Portugal, sendo que a maioria - sejam eles de âmbito social ou não, de startups ou IPSS - vem sempre resolver um problema. No entanto, vemos que muitas vezes, a definição desse problema não é feita de forma muito apurada pelos empreendedores e, por falta de apoio, as ideias não são pensadas numa perspetiva de longo prazo e crescimento, para que o impacto possa ser escalável. É aqui a mais-valia da Beta-i. A nossa experiência de mais de 10 anos nas áreas de aceleração e incubação junto do ecossistema de startups permitiu-nos evoluir e criar uma metodologia de inovação colaborativa, que une organizações para trabalhar em soluções para os desafios dos negócios e da sociedade em conjunto. É precisamente este método que aplicamos no programa de capacitação colaborativa Mais Ajuda, no qual pomos as IPSS e as startups a trabalhar em conjunto, a aprenderem umas com as outras, a tirarem o melhor de cada um, fazendo com que os projetos saiam mais fortes e mais enriquecidos. Num primeiro momento de "bootcamp", ajudamos na validação do problema, ou seja, garantir que o tema que os empreendedores querem resolver existe e que é de facto o mais importante a endereçar. Até pode ser o certo, mas pode não estar totalmente bem definido, estar muito abrangente, o que leva a que solução não seja tão eficaz. De seguida, num segundo "bootcamp", fazemos um teste à solução proposta, ou seja, através de técnicas de prototipagem, testamos como é que a solução pode resolver de facto o problema e ter impacto do ponto de vista da educação. Na fase seguinte, ajudamos na construção do plano estratégico de médio prazo e na definição das metas necessárias para chegar ao que é a visão dos empreendedores. Por fim, este ano, também decidimos adicionar um último módulo, em que trabalhamos em conjunto com os empreendedores para que tenham um bom "pitch" e uma boa apresentação do projeto para investidores e para a captação de fundos estruturais, com métricas e objetivos, fundamentais para atrair talento e investimento.

Que tipo de projetos a Beta-i espera que os candidatos apresentem?
Acho que vamos receber muitos projetos de diferentes tipos - projetos para educação nas camadas mais jovens, para as camadas mais velhas, para a população urbana e não urbana, entre outros. Temos recebido mais de 700 candidaturas por ano e nesta edição, por ser este um tema tão forte na sociedade, há uma expectativa muito grande de receber mais. Estou curioso e expectante e de braços abertos para todo o tipo de projetos.

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