O licor português que vestiu a camisola amarela

O licor português que vestiu a camisola amarela
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Há mais de 60 anos, um licor nacional decidiu publicitar-se nas camisolas de uma equipa de ciclistas na Volta a Portugal, algo impensável naqueles tempos. O resultado acabou por ser épico. Hoje, de forma mais natural, mas com o mesmo amor à camisola, a história repete-se.

José Carranca Redondo era um grande amante de ciclismo e, à medida que a sua mais preciosa criação crescia - o Licor Beirão -, o empresário alimentava o sonho de ter uma equipa de ciclismo sua. Um dia, corriam os anos 50, decidiu transformar o seu sonho em realidade: contratou sete corredores e construiu uma equipa de raiz. Estava pronto para ter o nome da sua empresa a percorrer as principais estradas e cidades do país.

No entanto, quando foi inscrever o pelotão com o nome "Licor Beirão", a Federação Portuguesa de Ciclismo impediu o projeto, uma vez que só podiam ser inscritas equipas de clubes, jamais de marcas, o oposto de hoje. Ao primeiro não, a reação foi insistir: o Pai do Licor de Portugal decidiu investir em publicidade nas camisolas do Ginásio de Tavira, mas a Federação voltou a não autorizar, proibindo até a equipa de dar a volta de honra, pois que já envergavam a camisola com a publicidade.

Mas o seu espírito de desafio não o permitiu baixar os braços e por isso encontrou uma nova solução: colar faixas do "Licor Beirão" nos fatos de treino da equipa, que acabou por dar a volta com essa vestimenta, algo que a Federação já não podia impedir. Assim, esta passou a ser a primeira empresa ou marca a anunciar nas camisolas dos ciclistas. No dia seguinte, os jornais encheram-se de notícias e ninguém falava de outra coisa. A publicidade estava feita.

A partir desse mesmo dia, o Licor Beirão nunca mais largou o ciclismo, utilizando a modalidade também para inovar. Na Volta a Portugal de 1960, colocou na meta da Lousã uma bancada onde se lia "Meta Para os Jornalistas", um espaço para distribuição de publicidade e oferta de um cálice de Licor Beirão aos órgãos de comunicação social presentes no evento.

Podemos dizer que irreverência e pioneirismo fazem parte do ADN desta família que, em 1980, sob a alçada já de seu filho, José Redondo, o Licor Beirão torna-se o único licor português com relevância no mercado, e com Daniel Redondo, atual Diretor-geral, e Ricardo Redondo, Diretor Financeiro, se torna uma marca moderna, de referência para toda a comunidade de marketing e publicidade do país e do mundo. Servem como exemplos a campanha "Soluções à Portuguesa" com Paulo Futre, em 2011, ou o tão famoso pedido de desculpa a Harry Kane, jogador da Seleção inglesa, após falta violenta de Bruno Alves, no europeu de 2016.

É com o mesmo sentido de oportunidade - e com o mesmo entusiasmo que nutrem pelo ciclismo, tal como o seu avô ­-, que a família volta a apoiar mais uma edição da Volta a Portugal, que decorre de 4 a 15 de agosto. Licor Beirão irá percorrer mais de 1.500 quilómetros, desde Lisboa a Vila Nova de Gaia, onde vai estar presente em todas as Feiras das Chegadas com um espaço que se destina à celebração, à partilha, ao criar momento únicos entre os amantes desta modalidade e não só.

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