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"Vamos procurar chegar aos mais vulneráveis atualmente"

"Vamos procurar chegar aos mais vulneráveis atualmente"
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Vanessa Romeu, diretora de comunicação do Lidl, em entrevista ao JN, faz um balanço positivo do primeiro ano do programa "Mais Ajuda", promovido pela empresa alemã em parceria com a Rádio Renascença, RFM e Mega-Hits, e aponta os objetivos da segunda edição.

Que balanço faz deste quase primeiro ano do programa "Mais Ajuda"?

O "Mais Ajuda" surgiu em 2019, com a nossa ambição de ir mais longe no trabalho que temos vindo a fazer junto das associações de solidariedade social e da comunidade. Quisemos inovar no apoio prestado e desenhámos um projeto com base nos desafios reais das organizações do terceiro setor: se por um lado têm pouca capacidade para investir no seu desenvolvimento, dando prioridade às emergências sociais a que dão resposta, por outro, são pouco avançadas tecnologicamente, fruto da sua natureza estrutural, assente no trabalho de voluntários, limitando também a sua atuação e impacto.

O "Mais Ajuda" nasceu desta necessidade, como um programa de capacitação e apoio a projetos de inovação social, com apoio financeiro, mentoria e promoção dos projetos. Logo na primeira edição, recebemos mais de 700 candidaturas um pouco de todo o país. A quantidade e dispersão geográfica das candidaturas levou-nos a crer que estávamos no caminho certo, à procura de ajudar quem de facto precisa - e não apenas nos grandes centros urbanos. Conseguimos envolver os portugueses, que contribuíram para que fossem entregues 150 000€ a três IPSS e três Startups.

Os vencedores destacaram-se assim pelo seu impacto e abrangência nacional, e também pelas suas respostas diferenciadoras, nomeadamente: uma ferramenta digital, em contexto terapêutico da fala, que permite rastreios precoces (Projeto Happies, da Pixelability); uma plataforma que junta migrantes e refugiados e apoia a aprendizagem de línguas (Speak); programas educativos para crianças permitindo que desenvolvam competência tecnológicas e intangíveis (The Inventors); a garantia da continuidade do processo educativo de crianças e jovens com cancro (Projeto Aprender Mais, da Acreditar); uma rede de proteção de crianças com base nas ligações dos seus telemóveis (Projeto Miúdos e Graúdos, da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas) e um programa que promove as competências sócio-educativas da população escolar das zonas rurais e isoladas (Projeto Mutualista com as Crianças, da Associação Mutualista Covilhanense).

Ainda na primeira edição, contámos com o apoio institucional do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com a participação ativa da Sra. Ministra Dra. Ana Mendes Godinho, no anúncio de vencedores, em maio. Na fase final do projeto, durante o 'hackathon' que decorreu em setembro, desafiámos ainda uma comunidade de talento de 35 jovens equipas, com uma média de idades de 20 anos que, em 48 horas de trabalho e num ambiente deveras positivo, desenvolveram soluções inovadoras para os desafios chave das IPSS vencedoras.

Por tudo isto, o balanço que fazemos é muito positivo, tendo superado as nossas expectativas iniciais. Mostrou-nos que a capacitação e o trabalho em equipa têm que fazer parte do caminho para ajudar quem mais precisa.

Quais os objetivos traçados para esta segunda edição?

Tendo em conta a conjuntura atual, em contexto de pandemia, achamos que este programa faz ainda mais sentido agora, e vamos procurar chegar aos mais vulneráveis atualmente, mostrando que a inovação e a capacitação são fatores essenciais no apoio das comunidades. Nesse sentido, este ano temos o objetivo de apoiar uma das franjas da população mais fragilizada com a pandemia, os idosos, assim como privilegiar projetos com capacidade de gerar emprego, tão importante nos dias que correm.

Por isso mesmo, a segunda edição do Mais Ajuda chegou mais cedo às nossas lojas, da última semana de outubro a 31 de dezembro, esperando assim conseguir aumentar o nosso contributo. Apelo por isso às escolhas responsáveis de todos os portugueses este Natal, comprando produtos 'Deluxe' e contribuindo para apoiar a nossa comunidade e quem trabalha ativamente com a mesma. Por cada talão com 'Deluxe', o Lidl contribuirá com 20 cêntimos para o Mais Ajuda.

O facto de este ano o foco ser o apoio aos idosos e a criação de emprego é a vossa forma de reduzir o impacto da covid-19?

O Lidl Portugal tem procurado, das mais diversas formas, ajudar a reduzir os vários tipos de impacto que o covid-19 tem na sociedade e na economia. Quer seja através da implementação de um conjunto rigoroso de medidas de higiene e segurança - para proteger clientes e colaboradores -, quer seja através do apoio aos fornecedores nacionais, ajudando-os a escoar os seus stock - na sequência dos constrangimentos do canal HORECA - quer seja através da abertura de um canal direto a produtores regionais, para que estes, após seleção e validação, possam ver os seus produtos à venda nas nossas lojas.

Na ajuda à comunidade, em tempo de pandemia, doámos mais de 370 toneladas de bens essenciais a mais de 150 instituições, ajudando mais de 185 mil pessoas. Estabelecemos uma parceria com a Federação Portuguesa de Bancos Alimentares, respondemos a apelos de profissionais de saúde, fizemos parcerias com câmaras municipais para reforçar o apoio às famílias, fizemos doações a entidades de saúde locais e vítimas de violência doméstica. Apoiámos os mais carenciados através do nosso programa Realimenta, que garante a mais de três mil famílias o acesso a bens essenciais.

O Mais Ajuda já se focava em agilidade e soluções, neste contexto isto torna-se ainda mais crítico e por isso queremos ajudar a identificar soluções para um público que está a sofrer muito com esta pandemia, os idosos. Muitos estão isolados para sua proteção, mas a um preço. E é a tentar encontrar soluções para situações como estas que a inovação social tem um papel essencial.

Por outro lado, vamos querer incentivar à criação de empregos no universo das start-ups. Não sendo fator de exclusão, vamos prestar especial atenção a este tema no nosso processo de avaliação.

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