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PCP apela ao protesto face à "grave ofensiva" das medidas de austeridade

PCP apela ao protesto face à "grave ofensiva" das medidas de austeridade

O líder do PCP defendeu hoje, segunda-feira, a necessidade de os portugueses protestarem contra as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, nomeadamente na manifestação de sábado.

No final de um encontro com o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, Jerónimo de Sousa disse estar em curso uma "grave ofensiva, nunca vista em mais de 30 anos de regime democrático".

"Está-se a visar apenas aproveitar a própria crise, não para a resolver, mas para aumentar a exploração para atingir duramente direitos como os salários, os horários, direitos colectivos que existem, aproveitando e tentando ir o mais longe possível criando uma guerra psicológica, uma ofensiva ideológica nunca vista", acrescentou.

No entender do líder comunista é necessária uma "resposta dos trabalhadores", para cuja mobilização o PCP dará "o seu empenhamento".

"Esta manifestação do dia 29 terá como objectivo uma grande afirmação de indignação, do protesto, da recusa do conformismo e da resignação, impedindo aquilo que vai na cabeça do Governo e dos seus companheiros de percurso político que, se puderem, não ficarão por aqui. O dia 29 assume grande importância", declarou.

E acrescentou: "Querem aproveitar a maré para penalizar ainda mais, promover o retrocesso social, liquidar conquistas civilizacionais, atingindo particularmente os mais jovens, capturando direitos que deviam ser civilizacionais (...) Não é ficar pior para depois ficar melhor. Trata-se por parte do Governo de fazer pior para ficarmos pior, seja em 2011, 2012 ou 2013", referiu.

"Violência inaceitável"

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Também para Carvalho da Silva, é "fundamental a mobilização dos portugueses" já que, defendeu, "será pela mobilização das pessoas" que se impedirão medidas de "uma violência inaceitável".

"Temos uma determinação fortíssima em fazer uma grande mobilização dos trabalhadores. Faremos com certeza uma grande manifestação no próximo dia 29 em que, para além do protesto, da denúncia das injustiças (...) é preciso mobilizar a sociedade para não se submeter a estas inevitabilidades e afirmarmos propostas alternativas", sublinhou.

Carvalho da Silva considerou ainda que os "sacrifícios impostos às pessoas" não oferecem "o mínimo de garantias em relação a dois aspectos: quando é que terminam esses sacrifícios e o mínimo de certeza que o futuro será melhor".

"É o próprio Governo que reconhece que as medidas adoptadas produzirão efeitos negativos do ponto de vista da situação económica do país", comentou.

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