Economia

PCP classifica privatização da TAP como "crime contra economia e soberania"

PCP classifica privatização da TAP como "crime contra economia e soberania"

O PCP rotulou esta quarta-feira o processo de privatização da TAP como um "crime contra a economia e soberania nacionais", ao comentar a suspensão do processo decretada pelo Supremo Tribunal Administrativo.

"A única forma de salvaguardar o interesse nacional e que a lei e a Constituição da República são respeitadas, é cancelar a privatização", defendeu o deputado comunista Bruno Dias, no parlamento, acrescentando que "a vida já deu razão àqueles que têm vindo a dizer que este processo não só é dispensável como é um crime contra a economia e a soberania nacionais".

A Associação Peço a Palavra, que integra o movimento cívico Não TAP os Olhos, anunciou esta quarta-feira que o processo de reprivatização da TAP está suspenso por decisão do Supremo Tribunal Administrativo.

O chefe do Governo da maioria PSD/CDS-PP, Passos Coelho, afirmou que o executivo irá apresentar "uma resolução fundamentada" para contestar a providência cautelar da Associação Peço a Palavra, sublinhando que nada há "de anormal" na situação, e o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, confirmou depois aquela estratégia judicial.

"Isto é um golpe muito forte na tática que vem acontecendo do ponto de vista processual, neste ambiente de fim de festa, em que o Governo procura precipitar os acontecimentos e criar uma política de factos consumados", continuou.

Para Bruno Dias ainda se está a tempo "de travar e impedir este crime contra a economia e soberania que é a privatização da TAP".

"É possível evitar esta medida desastrosa e combater a dita inevitabilidade. Inevitável é a luta, a rejeição e o repúdio que tantos setores da sociedade portuguesa estão a apresentar", assegurou.

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