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PCP diz que Governo quis enganar portugueses

PCP diz que Governo quis enganar portugueses

O secretário-geral do PCP afirmou, esta terça-feira, que os números do Banco de Portugal mostram que o Governo "quis enganar os portugueses" e defendeu que "quanto mais depressa for derrotado melhor para Portugal e para os portugueses".

Jerónimo de Sousa, que falava aos jornalistas depois de uma reunião com a CGTP que serviu para apresentar as conclusões do congresso de dezembro, considerou que "os portugueses têm razões fundas para estarem preocupados e inquietos", mas que deve haver também "um sentimento de descontentamento, indignação e luta" para "interromper esta política, e levar à demissão e derrota deste Governo".

Questionado sobre os boletim de inverno do Banco de Portugal, que aponta para a forte possibilidade de uma recessão superior a 1,9% em 2013, o líder comunista respondeu: "Alguém afirmou que o primeiro-ministro se enganou, nós não dizemos isso, nós dizemos que o primeiro-ministro quis enganar os portugueses".

"A quebra no PIB é o dobro do que o Governo tinha previsto, em relação ao investimento a redução é o dobro do que o Governo tinha previsto, em relação ao consumo das famílias a redução é o dobro do que o Governo tinha previsto e também as exportações caem para metade do que o Governo tinha previsto", enumerou.

Jerónimo de Sousa advertiu que o Banco de Portugal refere que, "a par dos 180 e muitos mil desempregados de 2012, a perspetiva é mais 94 mil desempregados no ano de 2013" e considerou que Passos Coelho "quis enganar os portugueses quando anunciava o caminho da recuperação, a luz ao fundo do túnel".

"O Banco de Portugal avisou para o facto de não estarem previstas as consequências de medidas mais gravosas como as do relatório do FMI, isto demonstra que quanto mais depressa este Governo for derrotado melhor para Portugal e para os portugueses, este é o caminho para o afundamento, não é apenas discurso de circunstância são os números que falam por si, é a realidade que fala por si", sustentou.

Questionado sobre se o Governo tomou medidas tendo plena consciência do impacto negativo na economia, o secretário-geral do PCP respondeu afirmativamente, considerando que "o discurso aguenta tudo o que se quiser lá por, mas a verdade é que Passos Coelho estava consciente de que aqueles anúncios eram apenas propaganda".

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"A economia tem leis, então se há destruição do aparelho produtivo, se há falências, encerramentos, desemprego, se se corta nos salários e nas reformas, se há menos rendimentos das pessoas, então é preciso grandes visões para descobrir que a recessão iria acontecer, que o desemprego iria aumentar, que o consumo iria diminuir?", interrogou.

Jerónimo de Sousa afirmou ainda que a demissão do executivo PSD/CDS-PP "não pode ser uma vontade do PCP, mas da maioria do povo português", mas disse confiar que os portugueses já perceberam que o Governo "ainda a procissão vai no adro".

"Os portugueses estão a tomar consciência de que este Governo quer dar cabo do resto, nesse sentido confiamos que o desenvolvimento da luta de todos os setores da sociedade acabará por criar convergências para derrotar este Governo", declarou.

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