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PCP diz que números da execução orçamental servem para "impressionar" Merkel

PCP diz que números da execução orçamental servem para "impressionar" Merkel

O deputado comunista Honório Novo afirmou que os números da execução orçamental divulgados esta quarta-feira dizem respeito a "um terço das contas que contam para o défice" e destinam-se a "impressionar" a chanceler alemã Angela Merkel e escondem consequências.

"Os dados hoje divulgados dizem respeito, grosso modo, a um terço das contas que contam para o défice do Estado e são libertados curiosamente 18 dias antes do dia normal em que são apresentados ao país, o que significa que têm um objectivo claro: impressionar a senhora Merkel", afirmou Honório Novo aos jornalistas.

Segundo fonte governamental, a despesa efectiva do Estado até Fevereiro caiu 3,6 por cento, para 6.815,6 milhões de euros, segundo dados preliminares da execução orçamental.

De acordo com a mesma fonte, a despesa corrente primária, que exclui os juros pagos pelo Estado, caiu 3,9 por cento para 6.287,3 milhões de euros.

Os dados foram divulgados no dia em que o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, encontram-se hoje em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel.

"Se impressiona ou pode impressionar a senhora Merkel, não impressiona seguramente os portugueses. Aliás, os valores que foram divulgados, parciais, embora, mostram o que seria expectável face ao plano de austeridade que foi combinado pelo PSD e que tem agora as suas primeiras consequências", afirmou Honório Novo.

"A verdade é que há centenas de milhar de pessoas que viram cortado o seu abono de família, a verdade é que há centenas de milhares de funcionários públicos que viram cortados os seus salários, a verdade é que há centenas de milhar de salários sem subsídio de desemprego", sublinhou.

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Honório Novo argumentou que "o que estes dados não mostram, para além desta austeridade pedida aqueles que menos têm, são as consequências desta austeridade para o país".

"Isto é que senhor primeiro-ministro não leva a Berlim para mostrar à senhora Merkel", afirmou.

A "austeridade tem um sentido", apontou o deputado comunista, "um sentido de estagnação económica, um sentido de possível recessão económica e um sentido daquilo que é uma vida pior para os portugueses, sobretudo aqueles que trabalham e menos têm, um sentido de compromisso do desenvolvimento do país".

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