Economia

Petrolíferas não vão arriscar circulação de camiões-cisterna enquanto houver incidentes

Petrolíferas não vão arriscar circulação de camiões-cisterna enquanto houver incidentes

A associação que representa as petrolíferas considera que os camiões-cisterna com combustíveis não poderão circular enquanto não forem garantidas condições de segurança adequadas, incluindo o fim do apedrejamento de viaturas.

"Se não forem garantidas condições de segurança [aos camiões-cisterna], o que pressupõe o respeito pelas posições mútuas, corremos o risco de afectar a distribuição de combustíveis", disse à Lusa o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), António Comprido.

Para António Comprido, as condições mínimas de segurança passam por "não haver incidentes" de qualquer espécie.

"Não podemos arriscar. Uma pedra não é um incidente simples se acerta no condutor e este perde o controlo do camião. Trata-se do transporte de materiais perigosos [inflamáveis] e a primeira prioridade é preservar a segurança das pessoas. As empresas petrolíferas não arriscam minimamente", disse.

António Comprido adiantou que "até ao momento não há notícia de falhas graves" no abastecimento das bombas e explicou que essa situação se deve em parte "a um esforço de reposição de stock nos postos" prévio ao protesto.

Sobre os próximos dias, o secretário-geral da APETRO escusou-se a fazer uma antecipação do cenário de eventuais falhas de abastecimento, referindo que as bombas de gasolina têm ritmos muito diferentes entre si.

"A título de exemplo: Há postos que são reabastecidos quase diariamente e outros que o são apenas umas vez por semana ou menos do que isso", referiu.

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O responsável da associação aconselhou, no entanto, calma aos consumidores para que não haja "uma corrida ao combustível" nem "açambarcamentos".

"Se se registar um ritmo normal de abastecimento, haverá stocks para vários dias sem problemas", disse António Comprido.

A legislação obriga as petrolíferas a ter reservas de combustíveis refinados para 90 dias, em grande parte nas estruturas de armazenamento de Aveiras de Cima, mas o problema passa também pelo transporte em camiões-cisterna dessas estruturas para toda a rede de abastecimento, seja as bombas seja os aeroportos.

As empresas de transportes de mercadorias iniciaram às 00:00 uma paralisação por tempo indeterminado para contestar a situação do sector.

A paralisação foi convocada pela Associação de Transportadores de Terras, Inertes, Madeiras e Afins (ATTIMA) e a Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) e conta com o apoio da Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM).

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