Economia

Pilotos da TAP mantêm a greve contra "política de intimidação"

Pilotos da TAP mantêm a greve contra "política de intimidação"

Os pilotos da TAP vão mesmo avançar com a greve e disseram, esta quinta-feira, que a motivação não é salarial, garantindo que existe na companhia um clima de "intimidação" para contornar "práticas de gestão deficitárias", como a falta de pilotos.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) entregou a 21 de junho o pré-aviso para uma greve entre 5 e 8 de julho e 1 e 5 de agosto.

Não há razão nenhuma para desconvocar a greve", disse esta quinta-feira aos jornalistas o presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), Jaime Prieto.

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O responsável afirmou que a greve não tem qualquer motivação "salarial" e que as razões têm a ver com o clima "degradado" que se vive no interior da empresa, com a "desigualdade de tratamento" por parte da administração e "perseguição" de chefias aos pilotos.

"Não se pode pedir a todos os trabalhadores que sofram com a austeridade e dar a quem exerce cargos disciplinares (chefes e diretores) aumentos régios, em alguns casos superiores a 40%", afirmou Jaime Prieto, considerando que a política na TAP pode ser expressa na frase "em tempo de fome aumente-se o capataz".

Questionado sobre as razões que podem levar o sindicato a desconvocar a greve, o presidente do SPAC disse que passa por a administração liderada por Fernando Pinto "inverter a política interna" da transportadora aérea.

"Não se pode impor disciplina arbitrária, dualidade de critérios, perseguição, intimidação, que leva ao descontentamento, quando estas práticas são executadas por quem recebeu os aumentos", afirmou o dirigente sindical.

Para Jaime Prieto, o uso do poder disciplinar desta forma serve para "incobrir práticas de gestão internas deficitárias", num momento em que, afirmou, a companhia está "com um défice significativo de pilotos".

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