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Pingo Doce vai contestar "nos tribunais" acusação de "alinhamento de preços"

Pingo Doce vai contestar "nos tribunais" acusação de "alinhamento de preços"

O Pingo Doce refutou a acusação da Autoridade da Concorrência (AdC) de "alinhamento de preços" com as cadeias congéneres Auchan e Modelo Continente e com a empresa Johnson & Johnson, garantindo que "vai contestá-la nos tribunais".

"O Pingo Doce refuta, mais uma vez, a acusação feita pela AdC e vai contestá-la nos tribunais, como tem feito, certo de que tem a razão do seu lado e de que nada o demoverá de continuar a oferecer aos portugueses os maiores descontos e as melhores oportunidades de preço e promoções", avançou a cadeia de supermercados numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

A Autoridade da Concorrência anunciou ter acusado as cadeias Modelo Continente, Pingo Doce e Auchan e a empresa Johnson & Johnson de "práticas concertadas de alinhamento dos preços praticados ao consumidor nos supermercados". "Após investigação, a AdC concluiu que existem indícios de que três das principais cadeias de supermercados presentes em Portugal utilizaram o relacionamento comercial com um dos mais importantes fornecedores de produtos de higiene e cuidado pessoal para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos deste último, em prejuízo dos consumidores", lê-se num comunicado da AdC.

Numa resposta escrita enviada hoje à Lusa, também a Auchan rejeitou qualquer "violação das regras de concorrência" por parte da empresa, avançando que vai contestar a imputação. Na nota, a cadeia de supermercados assegura que as suas "práticas não configuram os atos imputados", garantindo que "na Auchan são assegurados internamente todos os processos de formação e controlo dos seus colaboradores, a fim de evitar qualquer tipo de comportamentos que possam resultar na violação das regras de concorrência".

Na mesma linha, a Modelo Continente (MC) veio "repudia[r] categoricamente a acusação de envolvimento em qualquer participação no acordo ou prática de concertação de preços com qualquer outro operador económico", lamentando que o regulador volte a por "em causa o bom nome e a reputação" da empresa, "sem garantir previamente o direito de defesa". Considerando "incompreensível como a Autoridade da Concorrência torna, recorrentemente, estas acusações públicas, mas não publicita todos os processos que tem vindo a arquivar, após as investigações realizadas", a cadeia do grupo Sonae garante, numa declaração escrita enviada à Lusa, que "os termos das acusações serão analisados com total rigor e firmeza no sentido de, em momento e lugar próprio, serem utilizados todos os meios ao alcance, com vista à salvaguarda dos direitos, reputação, valores e integridade da MC e da sua participada".

À Lusa, fonte oficial da Johnson & Johnson confirmou também que a empresa foi notificada pela AdC, estando "a analisar" a nota de ilicitude. "A Johnson & Johnson Consumer Health confirma que, em 18 de março de 2022, foi notificada de uma nota de ilicitude no âmbito de um processo dirigido pela Autoridade da Concorrência. Atualmente encontramo-nos a analisar o documento e iremos apresentar a nossa resposta dentro do prazo estabelecido", disse.

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