Covid-19

Ainda que gradual, a retoma da economia "terá de ser feita", diz Siza Vieira

Ainda que gradual, a retoma da economia "terá de ser feita", diz Siza Vieira

O desemprego não disparou e as projeções de recessão para 2020 não chegam aos dois dígitos, diz o ministro da Economia. A retoma das atividades económicas, para a qual ainda não há data prevista, terá de acontecer gradualmente.

No final de várias reuniões entre Governo e especialistas, em que as vias para o relançamento da economia estiveram em debate, Siza Vieira não avançou uma data para a reabertura total da atividade económica. No dia em que o FMI projetou uma queda de 8% da economia nacional para 2020, o ministro voltou a lembrar que o vírus terá um impacto significativo nas contas, esperando-se a recuperação para 2021.

"Não sabemos ainda qual é a verdadeira redução da atividade económica, temos resultados de que cerca de 82% das empresas estão a manter a sua atividade, sabemos que neste momento 66 mil empresas colocaram trabalhadores em 'lay-off' (menos de um quarto da população ativa) e ainda não há um crescimento significativo do desemprego", referiu o ministro. Embora ainda não seja conhecido o "impacto real destes meses, entre março e maio, na contração da atividade económica", sabe-se que "o impacto vai ser severo" e que o futuro, corram as coisas "um pouco melhor ou pior", "vai ser duro", continuou.

Economia só reabre com confiança sobre proteção

Os 25 economistas e representantes de instituições ouvidas pelo Governo partilharam as suas reflexões sobre o impacto económico da Covid-19 e sugestões sobre os desafios próximos. Há uma ideia geral de que "temos que ir construindo a confiança coletiva na capacidade de proteger as populações, e os elementos mais frágeis, à medida que vamos preparando o levantamento das restrições à atividade e circulação", afirmou, apontando que esse levantamento acontecerá "dentro de semanas" e que terá de ser acompanhado de "condições de confiança", como a existência de máscaras em grande quantidade para proteção dos cidadãos.

A retoma da atividade económica "terá de ser gradual, progressiva, mas terá de ser feita", admitiu o governante, afirmando que se "ganhou tempo na reabertura graças à extraordinária disciplina dos portugueses".

Não exlcui hipótese de nacionalizar a TAP

Interrogado sobre o futuro da TAP, Pedro Siza Vieira considerou que a empresa "é estratégica para Portugal" e que o Governo a "vai preservar". "O Estado vai continuar a acompanhar a situação da TAP, vai assegurar a continuidade da TAP. Os mecanismos e instrumentos que temos à nossa disposição são as mais diversas, não vamos excluir nenhum, nem sequer a hipótese de nacionalização", respondeu.

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