Aviação

Plano para a TAP prevê nova injeção milionária

Plano para a TAP prevê nova injeção milionária

Governo aprovou esta noite a reestruturação que será apresentada, esta quinta-feira, a Bruxelas. Companhia perde 17 aviões e dois mil trabalhadores.

Os ministros das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e das Finanças, João Leão, apresentaram na última madrugada ao Governo as grandes linhas do plano de reestruturação da TAP, numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros que já estaria marcada entre governantes. O documento foi aprovado e será mostrado aos partidos com assento parlamentar.

O plano de reestruturação da TAP tem de se entregue até quinta-feira em Bruxelas e o Executivo admite que ainda seja votado no Parlamento. O plano prevê uma redução da frota, despedimentos e cortes salariais, mas a TAP pode precisar de mais financiamento público até 2024. O jornal Eco adiantou que a TAP pode precisar de três mil milhões até 2024.

Segundo este jornal digital, o plano da empresa prevê novos financiamentos públicos "até um valor da ordem dos 1,8 mil milhões de euros" através de injeções de fundos públicos ou de garantias de Estado a novos empréstimos, além dos 1,2 mil milhões de ajudas já injetados. O financiamento poderá resultar de verbas de fundos públicos ou de garantias de Estado a novos empréstimos.

O plano de reestruturação que o Governo vai apresentar à Comissão Europeia prevê que TAP continue a voar com 88 aviões, quando começou o ano com 105, e tem objetivos de equilíbrio financeiro no fim do próximo ano. A reestruturação conta ainda com a saída de dois mil trabalhadores e um corte de 25% na massa salarial, que chegará perto de 185 milhões de euros. Numa carta aos trabalhadores, a administração da transportadora garantiu que a reestruturação "assenta em projeções atualizadas, credíveis e equilibradas". O documento, assinado por Miguel Frasquilho e Ramiro Sequeira, respetivamente presidente e CEO da companhia, socorre-se do dados da IATA e da Eurocon trol (associações de companhias e de gestão de tráfego aéreo), que apontam para uma recuperação da procura só em 2024, mesmo com a vacina contra a covid-19.

Lei de cavaco recuperada

Para que Bruxelas aceite o plano, o Executivo pondera replicar a estratégia de Cavaco Silva, usada na década 90, com a recuperação de legislação com 43 anos. "Podem ser declaradas em situação económica difícil empresas públicas ou privadas, cuja exploração se apresente fortemente deficitária, prevendo-se que a sua recuperação seja problemática ou demorada", fixa o Decreto de 1977.v

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Despedimentos

O plano de restruturação da TAP prevê, segundo os sindicatos, o despedimentos de cerca de dois mil trabalhadores, incluindo 500 dos 1468 pilotos.

Corte salarial

O Governo também pretende reduzir os salários dos funcionários que permanecerem em 25%. Os acordos de empresa deverão ser revistos ou suspensos.

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