Economia

População empregada é inferior em 179 mil pessoas à de 1998

População empregada é inferior em 179 mil pessoas à de 1998

A população empregada em Portugal no segundo trimestre deste ano é inferior em 179 mil pessoas à que se registava no mesmo período de 1998, segundo números do Instituto Nacional de Estatística.

As estatísticas de emprego do INE revelam que havia 4,688 milhões de pessoas empregadas no segundo trimestre deste ano. Este número é ligeiramente superior ao que se verificava no primeiro trimestre de 2012 (4,663 milhões), reflexo do tradicional aumento sazonal do emprego no verão.

No entanto, comparando com os dados relativos ao segundo trimestre de 1998 (os números comparáveis mais antigos disponibilizados pelo INE), regista-se uma quebra de 179 mil indivíduos. Note-se que há uma quebra de série a partir de 2011, quando o INE passou a usar novos métodos de cálculo das estatísticas do emprego.

O economista Ricardo Cabral, professor na Universidade da Madeira, disse à Lusa que a população empregada é uma medida da evolução do mercado de trabalho mais fiável do que a taxa de desemprego. A população empregada, por exemplo, não oculta os impactos da emigração.

Comparando os números do primeiro trimestre deste ano com os de 1999 (ano de adesão de Portugal ao euro), Cabral nota: "Se olharmos para o emprego total, diminuiu em 200 mil o número de postos de trabalho, enquanto o número de desempregados aumentou 130 mil."

A discrepância entre o número de desempregados a e população empregada pode estar relacionada com a emigração ou com um aumento no número de trabalhadores que desistiram de procurar emprego.

A taxa de desemprego no segundo trimestre deste ano atingiu os 15%, novo máximo histórico.

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O Governo e a 'troika' têm manifestado "grande preocupação" e surpresa com a evolução do desemprego. Depois de rever os seus métodos de cálculo, o Governo prevê que a taxa atinja uma média de 15,5% para o total de 2012, subindo para 16% em 2013.

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