Economia

Portas critica TGV e diz que Governo devia apoiar PME

Portas critica TGV e diz que Governo devia apoiar PME

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu que o Governo devia orientar a política económica para ajudar as pequenas e média empresas em vez de avançar com "três grandes obras" (TGV, novo aeroporto de Lisboa e terceira travessia do Tejo).

Apesar das críticas, que se estenderam ao ministro da Economia, Vieira da Silva, o líder centrista disse que "com certeza" o país é governável.

O Governo adjudicou hoje em Évora a concessão do troço do comboio de alta velocidade (TGV) Poceirão-Caia ao agrupamento ELOS-Ligações de Alta Velocidade.

A construção deve iniciar-se em 2010, para uma previsível entrada em funcionamento em 2013, de acordo com o calendário definido pelo Governo.

"Três grandes obras ao mesmo tempo, TGV, novo aeroporto e terceira ponte sobre o Tejo, arriscam-se a consumir o crédito que está disponível e que já não é muito", referiu hoje Paulo Portas, na Covilhã. "E tiram folga para que a viragem da política económica para quem precisa dela, as pequenas e médias empresas, que são 90 por cento das empresas de Portugal e representam 80 por cento do emprego", sublinhou.

"Há dois milhões de postos de trabalho que dependem das PME", destacou.

Paulo Portas criticou ainda o ministro da Economia, Vieira da Silva, que, na sexta-feira à noite, à margem de uma reunião partidária em Setúbal, acusou a oposição de "enfraquecer a capacidade de resposta do país à crise mundial".

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"Julguei que era ministro da Economia para tratar da economia". "É disso que tem que tratar, não da oposição", referiu Paulo Portas, defendendo o reembolso do IVA a 30 dias e que o Estado pague com juros em todos os casos de atraso.

Questionado pelos jornalistas se acha que o país é governável, Paulo Portas garantiu que sim. "Com certeza que é. Qual foi o problema até hoje", questionou. "Não tiveram um orçamento rectificativo aprovado? Não venham com conversas e governem", referiu Paulo Portas.

O líder do CDS-PP não comentou a aprovação na Assembleia da República da proposta para a Madeira contrair um empréstimo de 79 milhões de euros - com votos do PSD e do deputado do CDS-PP eleito pela Madeira, José Manuel Rodrigues, e abstenções dos restantes partidos.

"Tivemos uma posição cautelosa nessa matéria", referiu apenas.

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