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Portos mantêm "melhor marca de sempre" até março

Portos mantêm "melhor marca de sempre" até março

Os portos comerciais do continente mantiveram no primeiro trimestre o registo de "melhor marca de sempre", com um volume de tráfego portuário acumulado de 24,6 milhões de toneladas, superior em 12,9% ao registado em 2016.

Segundo o relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), "o porto de Sines continua a constituir o principal impulsionador do crescente movimento de carga no sistema portuário do continente, observando neste período uma variação de 19,2%".

O documento sublinha, no entanto, a contribuição do porto de Aveiro, que apresentou nos primeiros três meses do ano um acréscimo de 18%, bem como as variações positivas, ainda que abaixo da taxa média global, de Lisboa, de 9,8%, Leixões, de 8%, e Figueira da Foz, de 5%.

O conjunto destas variações positivas representa globalmente cerca de três milhões de toneladas, sendo que cerca de 72,9% são da responsabilidade de Sines, sinaliza o relatório.

Os portos de Viana do Castelo, Setúbal e Faro, por sua vez, registaram variações negativas, de -19,5%, -4,9% e -69,9%, respetivamente, representando no seu conjunto uma quebra de cerca de 167 mil toneladas.

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O porto de Sines com um movimento de cerca de 13,5 milhões de toneladas, detém a maior quota de mercado em todas as tipologias de carga, representando globalmente 55% do total, com 56,8% na Carga Geral, 30,9% nos Granéis Sólidos e 66,5% nos Granéis Líquidos.

Seguem-se, por ordem de dimensão do volume de carga movimentada, os portos de Leixões, com 18,9%, Lisboa, com 11,6% e Setúbal, com 7,1%.

Segundo a AMT, as cargas que mais contribuíram para o desempenho do sistema portuário do continente foram a Carga Contentorizada e os Produtos Petrolíferos, que correspondem aos mercados com maior dimensão e registaram aumentos de 32,9% e 41,2%, respetivamente, contando ainda com um apoio simbólico da carga Ro-Ro, dos Minérios e dos Outros Granéis Sólidos, que registaram subidas de 30,6%, 49,6% e 0,5%, representando quotas de cerca de 1,2% do mercado os dois primeiros e de 8,2% o último.

Ainda de acordo com o relatório, no período de janeiro a março, os portos comerciais do continente registaram 2623 escalas de navios, nas várias tipologias, incluindo os navios de cruzeiro, que totalizaram uma arqueação bruta (GT) superior a 46,3 milhões, valores estes que representam, respetivamente, acréscimos de 2,6% e de 6%, face aos registados no período homólogo de 2016.

Este volume de GT constitui o valor mais elevado de sempre registado nos períodos homólogos, e resultou do comportamento verificado nos portos de Aveiro, Figueira da Foz e Sines, após acréscimos de 19,9%, 17,6% e 10,3%, indica a AMT.

Estas subidas anularam a redução do número de escalas verificada nos restantes portos, ou seja, Sines, com -2,1%, Douro e Leixões, com -0,6%, Viana do Castelo, com -13,6%, e Faro, com -76,5%.

Ainda de acordo com a AMT, os portos que registaram um volume de carga embarcada superior ao volume de carga desembarcada, apresentando um perfil de porto 'exportador', foram Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro, cujos rácios de carga embarcada sobre total apurados para o período de janeiro a março de 2017 apresentam os valores de 76,9%, 64,8%, 57,6% e 100%, respetivamente, embora com dimensões de volume muito distintas.

"Sublinha-se o facto de o porto de Faro não ter ainda normalizado a sua atividade de movimentação de carga, após a suspensão da laboração do Centro de Produção da Cimpor, em Loulé, o que se traduz pela ausência de carga no mês de março, após ter reiniciado o movimento em dezembro de 2016", sinaliza o relatório.

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